Saúde Oral na Agenda Política: Debate sobre Investimento e Futuro no SNS

Profissionais e políticos discutem a carreira de médico dentista, o novo cheque de saúde oral e a coesão territorial.

Imagem genérica de profissionais de saúde e políticos em debate sobre a saúde oral.
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Imagem genérica de profissionais de saúde e políticos em debate sobre a saúde oral.

A mesa redonda “saúde oral na agenda política: estaremos a investir o suficiente?”, realizada na I Conferência de Saúde Oral, abordou temas cruciais como a carreira de médico dentista no SNS, o novo cheque de saúde oral e a coesão territorial.

A discussão contou com a participação de Miguel Pavão, Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Manuel Pizarro, médico e ex-ministro da Saúde, Alberto Machado, deputado do Grupo Parlamentar do PSD, Mariana Vieira da Silva, deputada do Grupo Parlamentar do PS, e Óscar Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP). O evento decorreu esta sexta-feira, 23 de outubro.
Miguel Pavão destacou a necessidade de uma priorização política da saúde oral e a oportunidade que o pacto para a saúde traz para sinergias entre governos e dirigentes. Salientou que a carreira de medicina dentária no SNS é um "princípio" para a fixação de profissionais, mas que é preciso mais para responder aos desafios da coesão territorial.
Manuel Pizarro realçou a unanimidade na aprovação da carreira na Assembleia da República e a pressão para a sua aplicação, sublinhando que "não é possível começar 2027 sem tornar claro o que se vai fazer em saúde oral". Defendeu que 2027 seja "o ano da mudança", com uma estratégia clara e metas mensuráveis.
Alberto Machado, deputado do PSD, expressou a expectativa de que o processo orçamental "traduza na prática o que se tornou lei" e que se abram concursos para garantir estabilidade. Falou também do novo cheque de saúde oral, destacando o "cheque-prótese" e o papel central das Unidades Locais de Saúde (ULS) na sua gestão.
Mariana Vieira da Silva, deputada do PS, defendeu a necessidade de um consenso sobre a coesão territorial em saúde, que abrange não só a colocação de profissionais em regiões com pouca população, mas também a falta de médicos de família em zonas urbanizadas. Propôs uma estratégia de ocupação do espaço mediático e três consensos: sobre a construção de equipamentos, a nova coesão territorial e o papel das ULS.
Óscar Gaspar, da APHP, criticou a "miopia em termos de planeamento", que privilegia o mediático em detrimento do estrutural, e a discussão "partidarizada". Garantiu que os hospitais privados "podem fazer mais com o SNS".
Miguel Pavão concluiu que "não vai haver um processo de transformação se não houver uma mudança de paradigma" e que a "questão económica é fundamental" para demonstrar o impacto da saúde oral na saúde geral e na sociedade.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Ordem dos Médicos Dentistas (23/10/2026)