Workshop debate controlo de cianobactérias na Albufeira da Aguieira

Projeto europeu Cyan’EAU SUDOE reúne especialistas em Tondela para discutir soluções de prevenção e controlo da proliferação destes microrganismos.

Imagem genérica de uma superfície de água com ondulações subtis e tons verdes e azuis, sugerindo vida microscópica. Fundo desfocado da margem de uma albufeira com vegetação.
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Imagem genérica de uma superfície de água com ondulações subtis e tons verdes e azuis, sugerindo vida microscópica. Fundo desfocado da margem de uma albufeira com vegetação.

Um workshop sobre a prevenção e controlo da proliferação de cianobactérias decorreu em Tondela, no âmbito do projeto europeu Cyan’EAU SUDOE, com a Albufeira da Aguieira como um dos locais de estudo.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões promoveu, na tarde de 28 de outubro, um workshop dedicado à prevenção e controlo da proliferação de cianobactérias nas águas interiores. A iniciativa decorreu no Centro Tecnológico e de Empreendedorismo, em Tondela, no âmbito do projeto europeu Cyan’EAU SUDOE, que tem na Albufeira da Aguieira, no concelho de Santa Comba Dão, um dos seus locais de estudo e monitorização.
O encontro reuniu aproximadamente 50 participantes, incluindo investigadores, representantes de entidades públicas e gestores de recursos hídricos. O objetivo foi partilhar conhecimento científico e debater soluções para preservar a qualidade dos recursos hídricos da região. As cianobactérias, microrganismos que podem multiplicar-se excessivamente e produzir toxinas prejudiciais à saúde pública e aos ecossistemas, são um problema agravado pelas alterações climáticas, pela acumulação de nutrientes e pelo aumento das temperaturas.
A sessão de boas-vindas contou com a participação de Carla Borges (Presidente da Câmara Municipal de Tondela), José Pimenta Machado (Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente), Maria da Conceição Santos (Subdiretora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto) e Nuno Martinho (Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões). Seguiu-se o painel “Blooms de Cianobactérias: Causas, Dinâmicas e Consequências Globais”, com intervenções de Olga Lage e Sara Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
A segunda parte do workshop focou-se na atividade participativa “Do diagnóstico à ação em grupo”, onde os participantes debateram desafios relacionados com a identificação, prevenção e comunicação destes fenómenos. O encontro terminou com a apresentação das conclusões dos grupos de trabalho e a identificação de contributos para as próximas fases do projeto.
O projeto Cyan’EAU SUDOE, financiado pelo Programa Interreg SUDOE 2021-2027 e liderado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, visa desenvolver ferramentas inovadoras para a prevenção, deteção precoce e controlo da proliferação de cianobactérias. Envolve entidades de Portugal, Espanha e França, incluindo a CIM Viseu Dão Lafões e a Agência Portuguesa do Ambiente.
Na região de Viseu Dão Lafões, os sítios-piloto localizam-se no Município de Santa Comba Dão, integrando a Albufeira da Aguieira. Os primeiros resultados dos estudos indicam concentrações elevadas de azoto e fósforo, mas também uma melhoria progressiva da qualidade da água. Investigadores utilizam análises genéticas, estudo de usos do solo e observação por satélite para compreender os fatores que favorecem a proliferação.
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"A participação em diversos projetos europeus permite à CIM Viseu Dão Lafões reforçar a cooperação internacional com outras regiões e instituições, partilhar conhecimento e desenvolver soluções inovadoras para os desafios que os territórios enfrentam."

Nuno Martinho · Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões
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"É fundamental estudar, refletir, reunir dados e aprofundar o conhecimento, porque isso nos permite atuar. O Município de Tondela quer continuar na linha da frente nas matérias ambientais, promovendo uma abordagem proativa à sustentabilidade e à proteção dos recursos naturais."

Carla Borges · Presidente da Câmara Municipal de Tondela
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"Se podemos ter água em quantidade, mas ela não tiver qualidade, não temos água."

José Pimenta Machado · Presidente da APA
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"Esta temática do projeto em água doce é estratégica e aborda os temas da vulnerabilidade da água a pressões humanas e alterações climáticas, num contexto em que a proliferação massiva de cianobactérias representa um dos maiores riscos para a saúde pública e para os ecossistemas."

Maria da Conceição Santos · Subdiretora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Informação elaborada a partir da fonte oficial: CIM Viseu Dão-Lafões (CIMVDL) (29/10/2026)