Murça acolhe sessão da FENAZEITES sobre melhoria da qualidade do azeite

Evento contou com a presença de autarcas, técnicos e produtores para debater contaminantes e estratégias de qualidade.

Imagem genérica de garrafas de azeite em cima de uma mesa de madeira rústica, com ramos de oliveira desfocados ao fundo.
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Imagem genérica de garrafas de azeite em cima de uma mesa de madeira rústica, com ramos de oliveira desfocados ao fundo.

O Auditório dos Paços do Concelho de Murça acolheu, a 27 de outubro, uma sessão da FENAZEITES focada nas "Medidas de Melhoria da Qualidade do Azeite", com a participação de autoridades locais e produtores.

O Auditório dos Paços do Concelho de Murça foi palco, a 27 de outubro, de uma iniciativa da FENAZEITES dedicada às "Medidas de Melhoria da Qualidade do Azeite". A sessão contou com a intervenção do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Murça, José Santos, que sublinhou a importância identitária do setor, o papel fulcral da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça e a necessidade de antecipação face aos desafios da qualidade e segurança alimentar.
Perante uma plateia composta por dirigentes associativos, técnicos, colaboradores e produtores, incluindo o Presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça e Administrador da FENAZEITES, Francisco Vilela Ribeiro, a Secretária-Geral da FENAZEITES, Patrícia Falcão, e a Diretora de Serviços de Nutrição e Alimentação da DGAV, Ana Paula Bico, o autarca deu as boas-vindas a uma "terra de tradição agrícola, onde a oliveira, a vinha e o trabalho do campo continuam a moldar a paisagem e a vida da nossa comunidade".
Na sua intervenção, o Vice-Presidente destacou que, em Murça, "o azeite nunca foi apenas um produto", surgindo enraizado na paisagem, na mesa e no próprio brasão do concelho. O autarca lembrou a responsabilidade herdada de gerações anteriores de cuidar do olival com o mesmo rigor, enaltecendo o papel histórico da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça como exemplo de trabalho coletivo e de cooperação que projetou o azeite da região dentro e fora do país.
Com a nova campanha à porta, altura em que os olivais ganham movimento e a cooperativa murcense retoma a receção da azeitona, o momento foi considerado altamente oportuno. O autarca salientou que iniciativas como esta funcionam como um verdadeiro investimento: um investimento no rendimento dos produtores, na valorização do azeite de Murça e na afirmação de um território do interior na linha da frente da qualidade.
"Estar informado é a melhor forma de estar preparado," afirmou o autarca, sublinhando que é precisamente antes do arranque da campanha que se devem rever procedimentos e corrigir pormenores.
A par da abertura institucional, o programa técnico avançou para o debate central em torno dos contaminantes no azeite (MOSH e MOAH) e respetivas medidas de mitigação, moderado por Patrícia Falcão e com a participação de Ana Paula Bico (DGAV). O evento encerrou com a intervenção de Francisco Vilela Ribeiro, consolidando uma manhã dedicada a garantir que o azeite de Murça continue a ser motivo de orgulho para as gerações presentes e futuras.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Câmara Municipal de Murça (28/10/2026)