A mostra, que estará aberta ao público até ao final de maio de 2027, oferece uma perspetiva nacional e local sobre a história das instituições, estruturas administrativas e figuras que moldaram a vida política de Vila Nova de Cerveira.
Organizada em três fases, a exposição começa por contextualizar as transformações administrativas em Portugal, abrangendo a Monarquia Constitucional, a Primeira República e o Estado Novo, culminando na construção do poder local democrático.
O segundo momento foca-se especificamente em Vila Nova de Cerveira, detalhando a evolução da sua organização administrativa, instituições e protagonistas. Destacam-se episódios como a supressão e restauração do concelho em 1895 e 1898, e a atuação de personalidades como Gaspar de Queirós Ribeiro de Almeida e Vasconcelos e António de Portugal Marreca.
A exposição também dedica atenção às freguesias, traçando a transformação das antigas Juntas de Paróquia e da figura do Regedor até às atuais Juntas e Uniões de Freguesia, com particular ênfase no período pós-25 de Abril de 1974.
O ponto de partida histórico é a Reforma Liberal de 1835 e o Código Administrativo de 1836, que consolidou a divisão territorial. Em Vila Nova de Cerveira, recorda-se a Administração do Concelho, ativa entre 1836 e 1937.
Um ponto central é a Constituição de 1976, que consagrou a autonomia das autarquias. Em 2026, assinalam-se os 50 anos da Constituição e das primeiras eleições autárquicas democráticas de 12 de dezembro de 1976. A ligação de Vila Nova de Cerveira a este marco é evidenciada pela participação de António Roleira Marinho, deputado à Assembleia Constituinte.
Através de documentos e fotografias, a exposição visa ser um percurso pela memória coletiva, revelando as mudanças e continuidades que definiram o poder local no concelho.




