Baião investe 2,6 milhões de euros na recuperação do Rio Teixeira e prevenção de cheias

Projeto visa reduzir risco de inundações, proteger populações e recuperar ecossistemas ribeirinhos ao longo de 26,5 km.

Imagem genérica de uma margem de rio recuperada com vegetação e uma vila portuguesa ao fundo.
IA

Imagem genérica de uma margem de rio recuperada com vegetação e uma vila portuguesa ao fundo.

A Câmara Municipal de Baião anunciou um investimento de 2,6 milhões de euros para a recuperação e valorização do Rio Teixeira, com o objetivo de reduzir o risco de cheias e proteger as populações.

Os trabalhos, que arrancam nos próximos dias, abrangem cerca de 26,5 quilómetros de linhas de água, incluindo o próprio Rio Teixeira e seus afluentes. O projeto visa combater a erosão, melhorar as condições ambientais e implementar soluções baseadas na natureza para minimizar os efeitos das inundações.
A apresentação do projeto, denominado “Adaptação e reforço da resiliência do corredor ribeirinho do Rio Teixeira para minimização dos riscos de inundação na ARPSI de Baião”, foi realizada pelo Engenheiro do Ambiente Pedro Teiga. A iniciativa resulta de uma candidatura ao Programa Regional do Norte 2030, com financiamento comunitário de 75%.
O investimento inclui estudos técnicos, aquisição de terrenos para zonas de retenção de água e instalação de equipamentos de monitorização e comunicação. A Presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, destacou a importância da medida preventiva face aos riscos de fenómenos meteorológicos extremos e aos prejuízos causados por cheias anteriores.
O projeto prevê a limpeza do leito, remoção de espécies invasoras, estabilização das margens e reabilitação da vegetação com espécies autóctones. Serão criadas zonas de inundação preferencial para reter água temporariamente e diminuir a velocidade do escoamento.
Serão também instaladas estações meteorológicas e hidrométricas, sistemas de videovigilância e outros dispositivos para monitorizar as condições do rio e antecipar situações de risco, apoiando a tomada de decisões em caso de cheias.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: CIM Tâmega e Sousa (16/10/2026)