O encontro, realizado a 28 de outubro na Casa de Chavães, reuniu representantes institucionais, especialistas e parceiros de Portugal, Espanha e França. O objetivo foi apresentar resultados de experiências-piloto e partilhar soluções para a gestão dos espaços florestais e a sua resiliência às alterações climáticas.
A sessão de abertura contou com a intervenção da Vereadora da Câmara Municipal de Baião com o pelouro do Ambiente, Olívia Mendes. Um dos destaques foi a apresentação de uma experiência-piloto desenvolvida pela CIM do Tâmega e Sousa no concelho de Baião, demonstrando como a biomassa florestal pode ser transformada em recurso energético local.
Este projeto inclui um modelo de recolha, tratamento e aproveitamento da biomassa residual, utilizando uma caldeira a estilha na base dos sapadores florestais da CIM do Tâmega e Sousa, na freguesia do Gôve, para aquecimento e água quente sanitária. A iniciativa visa potenciar recursos florestais em circuitos de proximidade, associando produção de energia à gestão da vegetação e redução de material combustível, contribuindo para a prevenção de incêndios.
Foram também apresentados resultados de outras três iniciativas internacionais: em França, estudaram-se os impactos da extração de biomassa na biodiversidade; na Catalunha, testaram-se equipamentos de extração; e em Navarra, focaram-se na formação e sensibilização para a sustentabilidade e segurança florestal.
O seminário abordou ainda estratégias europeias de gestão da biomassa e prevenção de incêndios, com contributos do ICNF e destaque para o papel dos sapadores florestais. O evento integrou o Encontro Transnacional sobre Biomassa, Floresta e Resiliência Territorial, realizado entre 27 e 29 de outubro na região do Douro, Tâmega e Sousa.
O projeto BIO4RES, cofinanciado pela União Europeia através do FEDER no âmbito do programa Interreg Sudoe, envolve parceiros de Portugal, Espanha e França com o objetivo de melhorar a prevenção e gestão do risco de incêndio, promovendo a valorização sustentável da biomassa florestal e a resiliência territorial.




