O encontro, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa no âmbito do programa Lisboa com Saúde, teve como objetivo clarificar critérios de referenciação para um percurso mais eficiente e centrado no doente. A nova designação e identidade visual acompanham a transição da plataforma de referenciação dos Cuidados de Saúde Primários para o sistema RSE SIGA.
Rita Molinar, Diretora Clínica para os Cuidados de Saúde Primários da ULS Santa Maria, destacou na sessão de abertura que a referenciação é “uma partilha de responsabilidade, em benefício do doente”. Sublinhou que o médico de família, “especialista em pessoas”, beneficia da experiência complementar dos especialistas hospitalares, defendendo a necessidade de discutir o que referenciar, quando e com que informação, ouvindo também os constrangimentos de quem recebe os pedidos.
O primeiro dia abordou temas como a infertilidade, a menopausa, o hemograma e o proteinograma. Rita Molinar apresentou ainda a visão para a inovação da ULS Santa Maria, focada em transformação digital, dados e inteligência artificial, com casos de uso como o rastreio de retinopatia diabética e a documentação clínica assistida por IA. O Plano de Inovação 2027 prevê iniciativas como telemedicina 24/7 e gestão clínica com IA.
A tarde do primeiro dia incluiu sessões sobre a PrEP na consulta de MGF e a terapêutica hormonal de substituição, além da apresentação de trabalhos.
O segundo dia focou-se no doente frágil, em esquecimentos e patologia, na patologia cardiorrenal e na lombalgia, da consulta à decisão cirúrgica.
As jornadas terminaram com a entrega de prémios aos melhores trabalhos. O prémio de melhor comunicação oral foi para o projeto “Deixa a boca falar”: a avaliação da cavidade oral no utente fumador, de Joana Duarte Gonçalves e equipa. A menção honrosa foi para o relato de caso sobre miopatia inflamatória associada a estatina, de Erik Brzezicki e equipa. Em posters, o prémio foi para “Hiperglicemia: um caso de feocromocitoma”, de Priscila Araújo e equipa, e a menção honrosa para “Neurossífilis e sua apresentação atípica”, de Maria Gonçalves e equipa.




