A intervenção pioneira, que ocorreu inicialmente em Madrid e depois foi replicada em Portugal, permitiu que Abigail, uma bebé que nasceu com uma malformação congénita e esteve mais de quatro meses dependente de ventilação mecânica, pudesse regressar a casa a respirar normalmente.
A malformação da criança comprometia a sua capacidade respiratória, levando a que a traqueia colapsasse sempre que se tentava retirar o ventilador. Perante os riscos acrescidos de uma traqueostomia, a equipa decidiu procurar uma alternativa inovadora.
A solução surgiu em Espanha, onde se utilizava uma técnica com stents biodegradáveis. Após uma primeira intervenção em Madrid em julho, que permitiu retirar o ventilador um dia depois, foi necessária uma segunda colocação em Portugal, no Hospital de Santa Maria, com um stent maior, acompanhada pelo cirurgião torácico do Hospital La Paz, Professor Carlos de la Torre.
“"Pusemos a hipótese de colocar um stent biodegradável. Uma técnica inovadora que estava a ter bons resultados em Espanha."
Os desafios inerentes ao procedimento em bebés, como o tamanho dos instrumentos e a necessidade de manter a ventilação espontânea, foram superados pela equipa de Pediatria, Pneumologia e Anestesiologia.
Abigail, agora com quase oito meses, regressou a casa para junto dos seus irmãos, um momento descrito pelos pais como "um milagre" e "o melhor que nos podia ter acontecido".




