Na sua intervenção inicial na discussão do Orçamento do Estado para 2027, na Assembleia da República, Luís Montenegro sublinhou que a crise habitacional atual resulta de uma década sem construção significativa de casas. O líder do executivo garantiu que o Governo está a "transformar a habitação em Portugal com sentido de justiça, com empatia e com sentido de solidariedade social", defendendo a necessidade de "mais oferta pública e privada, municipal e cooperativa, construção nova e reabilitação, casas para vender e casas para arrendar".
Montenegro apelou ao envolvimento de "todos os braços, todos os setores", afirmando que "não podemos, por preconceito ideológico, dispensar ninguém". Lembrou que, nos últimos dois anos e meio, o investimento público em habitação foi quintuplicado, mais de 32 mil casas foram concluídas com fundos do PRR, e as licenças de construção duplicaram. A média anual de novas habitações passou de 15 mil para cerca de 27 mil.
O Primeiro-Ministro mencionou ainda o inventário de 83 mil edifícios públicos que podem ser destinados à habitação. Destacou a reforma das heranças indivisas como um mecanismo para "trazer para o mercado muitos imóveis que hoje estão bloqueados" e a reforma do regime jurídico do arrendamento para gerar mais confiança e, consequentemente, mais casas disponíveis.




