O projeto de construção da Linha de Alta Velocidade (LAV) Ferroviária Porto-Lisboa alcança um marco decisivo com o início dos trabalhos do primeiro troço entre Porto/Campanhã e Oiã. A Infraestruturas de Portugal, IP, e o consórcio AVAN Norte assinalam este passo com uma sessão pública no estaleiro da obra em Aveiro.
O troço Porto-Oiã (71 quilómetros), que inclui uma nova ponte rodoferroviária sobre o Douro, a ampliação da Estação Intermodal de Porto-Campanhã e uma nova Estação de Vila Nova de Gaia-Santo Ovídio, é o lote A da primeira fase. O projeto, em formato de Parceria Público-Privada (PPP), visa ser um fator estruturante do território e do serviço público de transporte de passageiros.
A ligação ferroviária entre Porto e Lisboa permitirá uma viagem de cerca de 1h15, servindo o Novo Aeroporto de Lisboa e a ligação ibérica com Madrid em cerca de 3 horas até 2034. O contrato de concessão do troço Porto-Oiã, com um custo estimado de dois mil milhões de euros, foi assinado em 29 de julho de 2025 e conta com financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e do Mecanismo Interligar a Europa.
O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, destacou que "As Linhas de Alta Velocidade são, a par do Novo Aeroporto de Lisboa, as maiores obras que o país levará a cabo neste século", sublinhando a importância do consenso nacional sobre o investimento na ferrovia.
O transporte ferroviário é considerado central para a política de mobilidade nacional e para o cumprimento dos objetivos de descarbonização, alinhado com o EU Green Deal e o Acordo de Paris. Portugal cumpre assim os compromissos do Plano Nacional Ferroviário (Resolução de Conselho de Ministros 77/2025, de 16 de abril de 2025) e do PNI 2030, visando a melhoria do acesso ferroviário aos corredores internacionais e ao futuro Aeroporto de Lisboa, em linha com os objetivos da Comissão Europeia de duplicar o tráfego ferroviário de passageiros.




