ACSS participa em rede da OMS sobre força de trabalho em saúde

Encontro em Veneza debateu prioridades para os próximos cinco anos, focando em cuidados primários, inovação e IA.

Imagem genérica de detalhes de uma bandeira portuguesa contra um fundo desfocado de uma sala de conferências moderna com microfones num pódio.
IA

Imagem genérica de detalhes de uma bandeira portuguesa contra um fundo desfocado de uma sala de conferências moderna com microfones num pódio.

A ACSS participou em Veneza, nos dias 2 e 3 de novembro, na rede sub-regional da OMS para a Europa Ocidental, focada na transformação da força de trabalho em saúde.

Nos dias 2 e 3 de novembro, realizou-se em Veneza o Second Meeting of the WHO Sub-Regional Network for Western Europe, dedicado ao tema “Transforming the Health Workforce for Upstream Care, Innovation and AI”. Ricardo Rosado, técnico superior da ACSS e Ponto Focal Nacional para os Recursos Humanos em Saúde da OMS, participou em representação de Portugal no painel sobre as prioridades da força de trabalho em saúde para os próximos cinco anos. O encontro reuniu países da região para trocar experiências sobre como orientar os sistemas de saúde para a prevenção, reforço dos cuidados de saúde primários, inovação e inteligência artificial, e sobre a sustentabilidade da força de trabalho.
Na sua intervenção, Ricardo Rosado defendeu que o principal desafio não é apenas a falta de profissionais, mas o desajuste crescente entre a força de trabalho existente, a forma como é organizada e distribuída, e as necessidades de saúde das populações. Sublinhou também que a sustentabilidade dos recursos humanos é indissociável da sustentabilidade do modelo de cuidados. Identificou três desafios para Portugal: reforçar os cuidados de saúde primários e comunitários, melhorar a distribuição dos profissionais entre territórios, níveis de cuidados e funções, e aproveitar melhor as competências existentes através de equipas multidisciplinares e da partilha de tarefas.
Como prioridade para os próximos cinco anos, foi discutido o planeamento estratégico e prospetivo da força de trabalho enquanto função permanente da governação dos sistemas de saúde. Este planeamento assenta em informação fiável, em modelos que combinem oferta e necessidades e em mecanismos que traduzam a evidência em decisões sobre formação, distribuição e investimento.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: ACSS - Administração Central do Sistema de Saúde (05/11/2026)