Amadora entrega chaves de 48 novas habitações municipais

Empreendimento do Cerrado da Mira, financiado pelo PRR, oferece casas de renda reduzida com construção inovadora e sustentável.

Imagem genérica de um complexo de habitação modular sustentável com materiais como madeira, em Portugal.
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Imagem genérica de um complexo de habitação modular sustentável com materiais como madeira, em Portugal.

A Amadora assinala um marco na habitação pública municipal com a entrega de chaves a 48 famílias no empreendimento do Cerrado da Mira, na freguesia da Mina de Água, no dia 31 de outubro.

A cerimónia de assinatura dos contratos de arrendamento e entrega de chaves decorrerá às 11 horas. O complexo habitacional integra 48 fogos, sendo 46 de tipologia T1 e 2 de tipologia T2. O projeto é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e alinha-se com a Estratégia Local de Habitação da Amadora, reforçando a prioridade da autarquia na promoção de habitação pública.
Esta habitação de custos controlados aplica pela primeira vez no município o regime de renda reduzida, calculada com base no rendimento do agregado familiar. O objetivo é garantir que a taxa de esforço não exceda os 35% do rendimento médio mensal, tornando a habitação mais acessível. O empreendimento responde às necessidades habitacionais do concelho, especialmente para famílias que procuram casas mais acessíveis.
As novas habitações serão o lar de 56 residentes (32 mulheres e 24 homens), com uma média de idade de 37,3 anos. O salário bruto médio dos futuros moradores é de 1.229 €, e a renda média mensal rondará os 463 €.
O conjunto habitacional do Cerrado da Mira destaca-se pela sua construção híbrida, focada na modularidade e conforto através do uso da madeira como matéria-prima renovável. O pré-fabrico padronizado facilita a reutilização de materiais e promove a economia circular. Este modelo inovador reduz o desperdício, acelera a produção e gera economias significativas de custos, com ganhos ambientais e de eficiência energética.
O sistema construtivo CREE permite uma redução de resíduos de cerca de 70%, diminui a poluição sonora em mais de 50%, e reduz a pegada de carbono em 59%, utilizando apenas um terço de betão em comparação com a construção tradicional. O tempo de construção é também reduzido entre 50% a 70%.
A empreitada, que incluiu projeto e construção, foi adjudicada ao Grupo Casais por 6.879.398,37 €, com um prazo de construção de 540 dias. O andar modelo foi mobilado com soluções da IKEA, fruto da parceria Casais-IKEA no projeto Well Live, que visa unidades habitacionais sustentáveis, acessíveis e prontas a habitar.
Este projeto municipal alia inovação construtiva, sustentabilidade ambiental e inclusão social, visando uma Amadora mais justa e coesa.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Camara Municipal da Amadora (27/10/2026)