Oficinas "Leitura sem Fronteiras" promovem inclusão e cidadania em centros educativos

Iniciativa utiliza a obra "Nós" para debater valores democráticos e diversidade cultural com jovens em Lisboa e outras localidades.

Imagem genérica de um livro aberto com formas abstratas e texto nas páginas, sobre uma secretária de madeira.
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Imagem genérica de um livro aberto com formas abstratas e texto nas páginas, sobre uma secretária de madeira.

O programa "Leitura sem Fronteiras" iniciou oficinas em centros educativos de Lisboa, com o objetivo de promover a reflexão sobre inclusão, diversidade cultural e cidadania entre os jovens.

As primeiras sessões decorreram nos centros educativos Bela Vista e Navarro de Paiva, em Lisboa, utilizando a obra Nós (Edições Assembleia da República, 2025), de David Machado e João Fazenda, como ponto de partida para abordar temas como a União Europeia.
Através desta obra, as oficinas convidam os jovens a refletir sobre valores fundamentais da vida em sociedade, incluindo os valores democráticos, a inclusão social, o respeito pela diversidade cultural, a solidariedade e o exercício da cidadania. A iniciativa procura aproximar os jovens da literatura como um espaço de diálogo, reflexão e expressão pessoal.
A iniciativa irá prosseguir em outros centros educativos, nomeadamente no Centro Educativo Padre António Oliveira, em Caxias, seguido de sessões no Centro Educativo dos Olivais, em Coimbra, no Centro Educativo Santo António, no Porto, e no Centro Educativo Santa Clara, em Vila do Conde, abrangendo um total de seis centros educativos.
Estas ações integram-se no programa "Leitura sem Fronteiras", criado ao abrigo de um protocolo entre os Ministérios da Cultura e da Justiça, celebrado em 1998 e renovado em 2011. Desde 2021, o programa expandiu-se para abranger também os centros educativos, levando as iniciativas de promoção do livro e da leitura aos jovens acolhidos nestes locais.
A participação de David Machado é particularmente relevante no contexto das comemorações dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, tema que também inspira o Concurso de Escrita Criativa Interprisões e Centros Educativos 2026.
Ao aproximar os jovens dos livros e dos seus autores, estas oficinas reforçam o papel da leitura e da escrita na formação pessoal e social. Contribuem para o desenvolvimento do pensamento crítico, da criatividade e de uma maior consciência dos valores da convivência democrática, promovendo a leitura como ferramenta para pensar, dialogar e construir novos caminhos.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: DGLAB - Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (22/10/2026)