O Cemitério Setentrional, um espaço romântico do século XIX em processo de classificação para Conjunto de Interesse Municipal, foi apresentado como um local de património artístico e humano, guardando histórias individuais que compõem a memória coletiva da cidade.
As visitas, comentadas pelos técnicos do MMSR José Santos Silva e Marta Fernandes, reuniram cerca de 30 inscritos. O percurso permitiu conhecer a evolução histórica do cemitério e o seu relevante património histórico, artístico, simbólico e arquitetónico, com destaque para cerca de 20 jazigos selecionados de um total de 100 estudados.
Com raízes históricas que remontam ao contexto da última invasão francesa, o cemitério evoluiu ao longo do tempo, tornando-se um lugar de representação do poder económico e do prestígio de grandes famílias figueirenses. A riqueza artística e arquitetónica dos jazigos, muitos concebidos como sinais de distinção social por construtores e arquitetos de renome, reflete a evolução dos gostos artísticos da época.
Através destes monumentos, foram apresentadas algumas das principais famílias da Figueira da Foz, os seus percursos e o papel que desempenharam na história da cidade. A simbologia da arte funerária, característica dos cemitérios românticos, foi também abordada, explicando o significado de elementos decorativos e escultóricos.
Estas visitas guiadas valorizaram e divulgaram um património muitas vezes desconhecido, evidenciando o Cemitério Setentrional como um espaço de interesse histórico, artístico e cultural, e de preservação da memória coletiva. A iniciativa reforça o papel do MMSR na valorização do património e na relação com a comunidade.




