Sara Ataíde expõe «A Linha Vã» na Sala Zé Penicheiro em Figueira da Foz

A artista apresenta um universo criativo construído a partir de quatro séries, numa exposição que homenageia também o seu pai, João Ataíde.

Sara Ataíde expõe «A Linha Vã» na Sala Zé Penicheiro em Figueira da Foz

© CMFF

A artista Sara Ataíde inaugurou no sábado a exposição de pintura «A Linha Vã», na Sala Zé Penicheiro do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, um trabalho com forte dimensão pessoal e familiar.

A exposição, que cruza a expressão artística com uma profunda dimensão pessoal e familiar, apresenta um universo criativo construído a partir de quatro séries — «A Linha Vã», «Pousio», «Sinhos» e «Flos» — todas unidas por um percurso de descoberta, introspeção, memória e afetos.
A artista explicou que «A Linha Vã» é uma linha de fuga ao automatismo dos dias, «Pousio» um tempo de pausa, «Sinhos» é dedicada à sua mãe, Sílvia Ataíde, e evoca a passagem da infância à experiência, usando o peluche como símbolo de afetos e resistência. «Flos», dedicada aos filhos, representa a delicadeza e a força.
A escolha da Figueira da Foz como local de apresentação assume um significado especial, sendo também uma homenagem ao seu pai, João Ataíde, antigo Juiz, Diretor Nacional Adjunto da Polícia Judiciária, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz e deputado à Assembleia da República, falecido em 2000.
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"Fez questão de agradecer ao município da Figueira da Foz, na pessoa do presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, e aos técnicos do CAE, pela oportunidade de acolher e dar visibilidade ao trabalho de artistas que, embora ainda não tenham o reconhecimento público que merecem, têm universos criativos próprios e muito para partilhar."

Sara Ataíde · Artista
O Presidente da Câmara Municipal, acompanhado pela vereadora da Cultura, Cláudia Rocha, manifestou o seu apreço pelo trabalho apresentado, considerando uma honra receber esta exposição na Figueira da Foz e endereçando à artista os seus parabéns.
Sara Ataíde deixou a ideia de que cada obra está disponível para que cada pessoa possa levar consigo um pouco de si, pois a arte é também reconhecer-se no olhar do outro e encontrar emoções, descobrindo em cada linha um pedaço da nossa própria história.
A mostra estará patente até 6 de dezembro, com entrada livre.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Câmara Municipal da Figueira da Foz (07/11/2026)