A mostra, organizada em parceria com o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, exibe mais de metade das 367 obras que compõem o acervo, abrangendo mais de um século de criação artística. A exposição visa posicionar o CACGM no circuito nacional de arte contemporânea.
Isabel Ferreira, Presidente da Câmara Municipal de Bragança, destacou as condições de Bragança para receber exposições de grande dimensão e a importância de descentralizar o acesso à arte. "Queremos que o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais tenha cada vez mais esta dimensão nacional e que seja também a partir de Bragança que se possa conhecer e apreciar o melhor da arte do País", afirmou.
Com curadoria de Adelaide Duarte, António Meireles e Filipa Oliveira, a exposição está dividida em núcleos temáticos como retrato, paisagem, corpo, desenho e abstração, explorando relações entre artistas, épocas e linguagens. O título inspira-se numa pintura de Albuquerque Mendes.
Esta é a primeira exposição póstuma dedicada à coleção de Alberto Caetano, que faleceu a 4 de outubro de 2026. A iniciativa homenageia o colecionador pelo seu gesto de doar ao Estado português um património reunido ao longo de cerca de cinco décadas.
Alberto Caetano, nascido em Lisboa em 1959, foi arquiteto e manteve uma forte ligação às artes plásticas. Em março de 2026, foi distinguido com a Medalha de Mérito Cultural pelo Governo português.
A exposição, que conta com a colaboração de Museus e Monumentos de Portugal, estará patente no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais até 14 de fevereiro de 2027.




