A Biblioteca Municipal Padre António Mourinho e a Antiga Cadeia são os espaços que acolhem, em Miranda do Douro, duas das mostras da Bienal Linha da Terra. Este projeto artístico visa conectar os nove municípios das Terras de Trás-os-Montes, promovendo a arte contemporânea e a descentralização cultural.
Na cerimónia de inauguração, Pedro Lima, presidente do Conselho Intermunicipal, salientou a importância da Bienal como exemplo de coesão territorial e de aproximação entre os concelhos. Destacou o caráter inédito da iniciativa intermunicipal, que contribui para a valorização e projeção do território.
Helena Barril, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, realçou o papel da cultura como motor de desenvolvimento e expressou o desejo de continuidade para a celebração artística nos próximos anos.
A exposição “Terra que fala / Tierra que fala”, patente na Biblioteca Municipal e com curadoria de Domingos Loureiro, apresenta nove artistas portugueses e espanhóis. A mostra explora a relação com a terra a partir do Planalto Mirandês, com ênfase na língua mirandesa como expressão de identidade e memória. Inclui trabalhos de Alba Cortes, Álvaro Domingos, Balbina Mendes, José Maria Lillo, José Naranjo Ferrari, Luís Fortunato Lima, Maria Cruz, Maria Regina Ramos e Teresa Almeida.
Na Antiga Cadeia, João Paulo Meirinhos apresenta “Terra que fala - Anamnese”, sob a coordenação de Domingos Loureiro. O artista, natural do Planalto Mirandês, utiliza o espaço prisional para desenvolver um percurso reflexivo sobre a sua ligação ao território, explorando temas como pertença e liberdade.
As duas exposições podem ser visitadas gratuitamente até 31 de dezembro. A Bienal Linha da Terra é promovida pela CIM Terras de Trás-os-Montes, com a colaboração dos nove municípios e direção artística de Inês Falcão, sob o mote "Um território ligado pela arte".




