Plano Diretor Municipal de Guimarães Aprovado Sem Votos Contra

Novo PDM visa mais habitação, expansão industrial e reforço da mobilidade, com aprovação unânime na Assembleia Municipal.

Fachada de um edifício municipal português com varanda ornamentada, sob luz solar de fim de tarde.
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Fachada de um edifício municipal português com varanda ornamentada, sob luz solar de fim de tarde.

O Plano Diretor Municipal (PDM) de Guimarães foi aprovado na Assembleia Municipal sem qualquer voto contra, abrindo caminho para mais habitação, expansão industrial e melhorias na mobilidade.

A Assembleia Municipal de Guimarães deu luz verde ao novo Plano Diretor Municipal (PDM), numa votação que não registou nenhuma oposição. O Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, destacou a aprovação como um "marco decisivo" que "devolve futuro a Guimarães", elogiando o "trabalho rigoroso" da equipa técnica da autarquia.
Araújo descreveu o PDM como um "instrumento ambicioso, responsável e equilibrado", que prevê mais solo para habitação, novas áreas para o desenvolvimento económico e soluções de mobilidade. Segundo o presidente, o plano é fundamental para "atrair investimento, fixar talento e elevar a qualidade de vida" dos cidadãos.
O Presidente da Câmara agradeceu publicamente o "trabalho excecional, a dedicação e o rigor" da equipa técnica, sob a coordenação do Vereador Constantino Veiga, responsável pelo Urbanismo. Ressaltou a "capacidade de escuta, competência e um compromisso exemplar" na construção de um plano "verdadeiramente participado e focado nas pessoas".
O novo plano estratégico de ordenamento do território aumenta significativamente o solo urbano para construção de habitação e destina novas áreas ao acolhimento empresarial. Prevê ainda a reserva de espaço para cinco vias estruturantes de mobilidade no concelho.
A elaboração do PDM, que durou cerca de 11 meses, viu a taxa de aceitação de participações públicas aumentar de 14% para cerca de 50%, incorporando metade das propostas dos cidadãos. O concelho terá um aumento de 20% do solo urbano, com mais 1150 hectares classificados, duplicando a disponibilidade face à proposta anterior para impulsionar a oferta habitacional. Nos aglomerados rurais, a capacidade de construção poderá triplicar.
No que diz respeito ao desenvolvimento económico, o PDM aloca cerca de 161 novos hectares para acolhimento empresarial e expansão industrial, visando reforçar a competitividade e a atração de investimento e talento. O plano também prevê a criação de 31 Unidades Operativas de Planeamento e Gestão, divididas entre habitação, atividades económicas e projetos estratégicos.
O novo PDM inclui soluções de acessibilidade e mobilidade, como a ligação da A11 ao Avepark com uma nova circular a norte das Taipas, a ligação de Nespereira a Polvoreira, de Mesão Frio a Fermentões, o acesso da rotunda da Avenida D. João IV à saída da autoestrada em Urgezes, e a extensão do topo da Avenida D. João IV até à Costa.
A aprovação contou com os votos a favor do PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal, a abstenção do PS e da CDU, e nenhum voto contra. O documento será agora publicado em Diário da República para entrar formalmente em vigor.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Guimarães Visível (29/09/2026)