Financiado pela Caixa Social e promovido pelo Instituto Padre António Vieira (IPAV) com o apoio do NPISA de Guimarães, o projeto decorreu ao longo de um ano. O objetivo foi promover um percurso de proximidade, escuta ativa e partilha com pessoas acompanhadas pelo NPISA, procurando conhecer e dar visibilidade às suas histórias de vida, para além dos estereótipos.
O trabalho desenvolvido resultou num livro em formato digital, que reúne as histórias partilhadas, e num conjunto de vídeos que permitem conhecer os diferentes percursos e experiências dos participantes.
Na sessão de abertura estiveram presentes o Vereador da Ação Social e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Eduardo Leite, o gerente da Agência da Caixa Geral de Depósitos de Guimarães, Paulo Morais, e a Diretora de Inovação do Instituto Padre António Vieira, Sara Martins Silva.
“"Enquanto Município temos responsabilidade de continuar a promover políticas e respostas que coloquem as pessoas no centro da nossa intervenção"
Eduardo Leite destacou a importância da iniciativa, considerando que esta é uma proposta que “nos convida a refletir sobre uma realidade que demasiadas vezes permanece invisível aos olhos da sociedade”. O Vereador acrescentou que “enquanto Município temos responsabilidade de continuar a promover políticas e respostas que coloquem as pessoas no centro da nossa intervenção”, sublinhando ainda que “não podemos reduzir ninguém à circunstância que se encontra, nem permitir que a condição do sem abrigo apague a identidade, a história e a dignidade de uma pessoa”.
O programa incluiu também uma mesa-redonda subordinada ao tema “A importância das histórias de vida e apresentação de resultados”, com a participação de Isabel Carneiro (Cruz Vermelha Portuguesa), Cláudia Duarte (Instituto Padre António Vieira), e José Muga e Pedro Coelho (participantes no projeto). O encerramento da sessão ficou a cargo de Manuel Silva, Representante da Segurança Social no NPISA Guimarães.
A iniciativa reforça o trabalho desenvolvido pelo NPISA de Guimarães e o compromisso do Município com respostas centradas nas pessoas, promovendo a escuta, a valorização das suas experiências e uma maior consciência e empatia da comunidade face à realidade das pessoas em situação de sem-abrigo.




