O Laboratório da Paisagem em Guimarães acolheu a reunião de apresentação do Relatório de Monitorização do primeiro ciclo de implementação do Plano Municipal de Ação Climática (PMAC), que abrange o período de 2024 a 2026. A sessão foi presidida pelo Vereador de Ambiente Alberto Martins e contou com a presença de membros da comissão de acompanhamento e monitorização, incluindo representantes de entidades municipais, forças políticas locais, organizações ambientais, forças de segurança, setor social, academia e escolas.
Coordenado pelo Departamento de Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Municipal de Guimarães, com o apoio do Laboratório da Paisagem, o primeiro ciclo de monitorização permitiu consolidar uma metodologia de acompanhamento, recolher e sistematizar informação, analisar resultados e validar dados com os técnicos responsáveis.
O relatório detalha o progresso das 66 medidas previstas no Plano, distribuídas por 10 setores de adaptação e seis de mitigação. Na adaptação, 79,6% das ações foram iniciadas e 48,8% concluídas. Na mitigação, 43 das 72 ações identificadas estão em execução. O documento analisa o potencial de redução de emissões, indicando que a sua concretização integral pode cobrir a meta de redução definida para 2030.
Uma novidade deste relatório é a introdução de uma ferramenta para identificar e antecipar riscos associados à execução de cada medida, apoiando a definição de prioridades e a adoção de medidas de resposta. Esta abordagem complementa a análise de risco por setor com uma avaliação individual das medidas do PMAC, permitindo identificar antecipadamente situações que possam comprometer a execução.
O documento também realça a importância de reforçar a monitorização dos indicadores de desempenho, a articulação entre setores e instituições, e a qualidade dos dados de suporte à decisão. A monitorização do PMAC, com horizonte até 2030, é um instrumento dinâmico cujos resultados servirão de referência para o próximo ciclo, permitindo atualizar o estado de execução, aprofundar a análise de riscos e ajustar prioridades.
Este primeiro relatório representa um passo no compromisso de Guimarães com uma ação climática baseada em evidência, monitorizada e transparente, visando os objetivos de neutralidade climática até 2030 e a construção de uma cidade sustentável até 2050.




