O Parque da Imaginação Musical (PIM) abriu oficialmente as suas portas no coração do Parque da Cidade de Guimarães, marcando um legado permanente para a cidade. Este novo espaço público, que cruza música, natureza e criatividade, nasceu de uma proposta da comunidade no âmbito de Guimarães 26 - Capital Verde Europeia. A cerimónia de inauguração contou com a presença de Ricardo Araújo, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Patrick Child, diretor-geral adjunto da Comissão Europeia para o Ambiente, e os autores do projeto, Tiago Simães (músico e compositor) e João Mendes (arquiteto).
Ricardo Araújo destacou a origem comunitária do PIM, enfatizando a importância de transformar a participação cidadã em projetos concretos. "É um projeto da comunidade para a comunidade", afirmou, sublinhando que a Capital Verde Europeia só faz sentido com o envolvimento ativo dos cidadãos. O presidente da Câmara salientou que, embora a obra tenha sido iniciada e concluída em 2026, a sua importância transcende a concretização física, expressando a esperança de que "perdure no tempo".
O presidente da Câmara enquadrou o projeto numa visão de cidade que valoriza a história e as tradições, ao mesmo tempo que aposta na inovação. "Uma terra com raízes fortes é uma terra que não tem medo de imaginar o seu futuro e construir o seu presente", declarou, realçando a ligação entre cultura e ambiente. Para Ricardo Araújo, o PIM exemplifica como Guimarães conjuga a sua dinâmica cultural com a preservação ambiental, reforçando a sua identidade como cidade que já foi Capital Europeia da Cultura e que em 2026 assume o título de Capital Verde Europeia.
Idealizado pelo músico e compositor vimaranense Tiago Simães, com uma ideia que remonta a 14 anos, o PIM visa levar a música para além das salas de aula e auditórios. O objetivo é criar um espaço acessível a todos, independentemente da idade ou conhecimento musical, para tocar, ouvir, experimentar e descobrir sons. "Num tempo em que grande parte das nossas vidas acontece através de ecrãs, parece-me particularmente importante criar lugares que nos devolvam ao mundo físico, à curiosidade, à brincadeira", comentou Tiago Simães, agradecendo ao Município pelo apoio à proposta.
O parque integra mais de 65 postos musicais, apresentando-se como uma obra artística habitável onde som, movimento e natureza se interligam para proporcionar uma experiência de descoberta e criatividade. A inauguração incluiu demonstrações da ativação dos elementos sonoros, permitindo aos visitantes explorar as suas potencialidades musicais.
O projeto, com um investimento municipal de cerca de 250 mil euros, contou com o envolvimento das empresas municipais Vitrus Ambiente e Laboratório da Paisagem. A intervenção articula criação artística, arquitetura e valorização ambiental, com a introdução de 14 novas espécies vegetais (2.750 exemplares) e a aplicação de princípios de economia circular, como a reutilização de pneus para elementos como o palco em forma de disco de vinil.
A arquitetura, da autoria de João Mendes, integra os equipamentos e percursos na paisagem. O arquiteto agradeceu o desafio de Tiago Simães e destacou a visão de futuro do Executivo Municipal e a aposta na qualidade de vida, salientando a importância de conjugar preservação ambiental com reforço da biodiversidade.
A cerimónia de inauguração foi marcada por uma performance musical de jovens que deram vida às estações sonoras do parque, convidando os presentes a experimentar os instrumentos. A visita da comitiva foi guiada por um Nicolino, um momento simbólico que uniu a identidade e tradições de Guimarães à criatividade e inovação do novo parque.
Com o PIM, Guimarães reforça a sua visão de inovação urbana, aproximando a cultura das pessoas, valorizando os espaços verdes e transformando a participação comunitária em património coletivo. O parque, de utilização gratuita, fica como um legado de Guimarães 26, convidando todas as gerações a descobrir a música, a natureza e novas formas de vivenciar o espaço público.




