A equipa, composta por profissionais de diversas especialidades como Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Pediatria, Cirurgia Geral, Nutrição, Enfermagem e Saúde Pública, promoveu nos dias 14 e 16 de outubro formações dirigidas a profissionais dos Cuidados de Saúde Primários da ULSBE. Estas formações abordaram a obesidade como doença crónica, os seus determinantes, o estigma associado ao peso, os percursos de cuidados e as opções de tratamento médico e cirúrgico, visando preparar os profissionais para uma abordagem integrada.
A EMO está a finalizar dois documentos cruciais: o Programa Local de Prevenção e Gestão da Obesidade (PLPGO), que definirá a estratégia de prevenção e acompanhamento do excesso de peso ao longo de todo o ciclo de vida em articulação com parceiros locais, e o Percurso de Cuidados Integrados da Pessoa com Obesidade (PCIPO), que organizará as etapas de identificação, avaliação, tratamento e acompanhamento, estabelecendo a ligação entre os cuidados de saúde primários e a futura Clínica Multidisciplinar da Obesidade.
Os dados locais revelam a dimensão do desafio: em 2025, 34,75% dos utentes inscritos na ULSBE apresentavam excesso de peso ou pré-obesidade, e 18,01% tinham obesidade. Na infância, um estudo estimou que, em 2024, 26,57% das crianças de cinco anos apresentavam excesso de peso ou obesidade.
“"A obesidade é uma doença crónica com raízes no território. A resposta tem de ser de todo o território: centros de saúde, hospital, municípios, escolas e comunidade."
A constituição da equipa, a formação dos profissionais e a definição dos percursos de cuidados são etapas fundamentais para uma resposta que envolve diferentes níveis de cuidados e parceiros locais, com atenção às necessidades individuais e familiares.




