O bullying, caracterizado por comportamentos agressivos intencionais e repetidos numa relação de desequilíbrio de poder, pode manifestar-se de diversas formas, incluindo agressões físicas, insultos, ameaças, humilhações, rumores ou exclusão. Quando ocorre no meio digital, assume a forma de ciberbullying, prolongando a violência para além do espaço escolar.
Aparência física, origem, deficiência, orientação sexual ou expressão de género podem ser usados como pretexto para estas agressões. Nenhuma diferença justifica a violência, e nenhuma criança ou jovem deve sentir que precisa de esconder quem é para ser respeitado.
A prevenção do bullying exige o envolvimento de toda a comunidade. Famílias, escolas, instituições e agentes educativos devem escutar sem desvalorizar, reconhecer sinais de alerta e agir para proteger as vítimas. Testemunhas podem ajudar ao não participar nas agressões, não partilhar conteúdos ofensivos, apoiar a pessoa visada e procurar um adulto de confiança.
Pedir ajuda é fundamental. Perante uma situação de bullying, é importante falar com familiares, docentes, psicólogos ou outros profissionais de confiança. No contexto digital, devem ser preservadas as provas e denunciados os conteúdos através dos mecanismos das plataformas.
“"Ao associar-se a esta data, a Equipa para a Igualdade reafirma o seu compromisso com a promoção dos direitos humanos, da igualdade e da não discriminação, apelando a uma responsabilidade partilhada na prevenção de todas as formas de violência."
O respeito pela diferença aprende-se e pratica-se todos os dias. Combater o bullying é uma responsabilidade de todos.
Para quem precisa de ajuda ou conhece alguém que precise, existem linhas de apoio disponíveis:
- APAV — Linha de Apoio à Vítima: 116 006 (gratuita, dias úteis, 08h00-23h00)
- Linha SOS Criança e Jovem: 116 111 (gratuita e confidencial)
- Linha Internet Segura: 800 219 090 (gratuita, para apoio em ciberbullying e violência online)




