A programação, que decorreu numa freguesia do concelho, apresentou entrada gratuita e cruzou marionetas, música, pensamento e novas linguagens, com uma presença internacional reforçada. A descentralização foi uma escolha artística que propôs ao público uma outra forma de viver a cultura, descobrindo espetáculos e criadores ao mesmo tempo que se exploram outros lugares.
Este ano, o festival promoveu pela primeira vez uma conversa sobre “A Arte do Invisível”, reunindo nomes de referência nacionais para discutir processos de criação e dimensões menos visíveis das artes. A dimensão internacional foi aprofundada com mais companhias estrangeiras e novas colaborações, reforçando o diálogo entre práticas e culturas distintas.
O universo das marionetas cruzou-se com outras expressões artísticas, como o fado, num diálogo que aproximou universos aparentemente distantes. Ao longo de nove edições, o Fora dos Eixos tem construído uma relação particular com o território, mantendo a gratuitidade como característica fundamental para o acesso económico à programação.
A próxima edição, de 18 a 21 de março de 2027, celebrará os dez anos do festival, coincidindo com o Dia Internacional da Marioneta. A alteração das datas visa assinalar esta efeméride e abrir um novo capítulo na relação entre a arte, os públicos e os territórios onde o festival acontece.




