O Governo selecionou o grupo Lufthansa para adquirir até 49,9% do capital social da TAP, num processo que representa um encaixe de 1 201 milhões de euros. O Estado português manterá uma participação maioritária de 50,1% na companhia aérea.
Luís Montenegro destacou que a escolha da Lufthansa se baseou numa proposta financeira 16% superior à da Air France-KLM e com menor grau de incerteza. O Primeiro-Ministro afirmou que esta é a "melhor escolha para o futuro da empresa" e que protege o "interesse nacional", valorizando a TAP em 2 552 milhões de euros.
O objetivo do Governo é recuperar os mais de 3 200 milhões de euros de dinheiros públicos investidos na TAP, reduzindo a dependência da companhia face aos contribuintes. Uma eventual segunda fase de privatização, prevista até 2028, poderá gerar um encaixe adicional.
A integração na Lufthansa prevê o reforço da competitividade da TAP, com aumento da frota, destinos e ligações aéreas. Estão planeados investimentos como a criação de uma escola de pilotos em Tancos, um centro de inovação em Aveiro e um centro de serviços corporativos em Santa Maria da Feira, com potencial para gerar 5 500 empregos diretos e indiretos.
A operação garante a manutenção da marca e sede da TAP em Portugal, do hub de Lisboa e das ligações às regiões autónomas e mercados lusófonos. O reforço do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e dos aeroportos de Faro e das regiões autónomas também faz parte da estratégia.




