O Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, foi o palco da oitava edição da Conferência Murganheira, que contou com oradores de renome científico e comunicacional. O evento centrou-se no tema "Conseguirá a Inteligência Artificial (IA) ser humanista?".
O principal orador, José Carlos Príncipe, docente na Universidade da Flórida, partilhou ideias com Manuel Sobrinho Simões (patologista) e Júlio Machado Vaz (psiquiatra). O diálogo, moderado pelos jornalistas da Antena 1, Miguel Soares e Tiago Alves, explorou o impacto transformador da IA na economia, mercado de trabalho e dinâmicas sociais.
A revolução tecnológica da IA foi apresentada como uma faca de dois gumes, capaz de impulsionar a eficiência e democratizar o conhecimento, mas também de introduzir riscos éticos, laborais e de segurança que exigem governança urgente.
José Carlos Príncipe defendeu a importância da IA para resolver problemas complexos, comparando a sua compreensão à da física. "Para mim, entender a IA é tão importante como entender a física. É um outro mundo", explicou.
A conferência foi organizada pelas Caves da Murganheira, com o apoio do Município de Lamego.




