CIM Alto Tâmega e Barroso discute 5G para combater desigualdades territoriais
Encontro em Carrazeda de Ansiães debateu o impacto das redes móveis de nova geração em regiões de baixa densidade.
Por Rui Tavares Fonseca
••2 min de leitura
IA
Imagem genérica de conectividade digital em paisagem rural portuguesa com arquitetura tradicional.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso participou no evento 5G.CONNECT em Carrazeda de Ansiães, focando no potencial do 5G para reduzir desigualdades territoriais e impulsionar o desenvolvimento.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT) marcou presença na iniciativa 5G.CONNECT: Connecting underserved regions, realizada esta manhã no Auditório Municipal de Carrazeda de Ansiães. A presidente da CIMAT, Fátima Fernandes, e o primeiro secretário executivo, Ramiro Gonçalves, representaram a entidade num encontro dedicado à conectividade e ao impacto das redes móveis de nova geração em regiões de baixa densidade.
O evento incluiu uma mesa-redonda sobre o impacto da rede móvel 5G nas regiões do Norte de Portugal, reunindo representantes de várias comunidades intermunicipais. Debateram-se as possibilidades de combate às desigualdades territoriais, atração de investimento e criação de novas respostas para cidadãos, empresas e serviços públicos.
“
"A conectividade é um fator estrutural e determinante para a evolução dos territórios. O projeto pode constituir um protótipo que permita ser replicado, contribuindo para eliminar zonas sem cobertura adequada que continuam a condicionar o desenvolvimento de muitas áreas do interior."
“
"A melhoria da conectividade tem impacto direto no acesso a serviços digitais, na atividade empresarial, no ensino, na saúde, na proteção civil, no turismo e na capacidade de atrair e fixar população. Para o Alto Tâmega e Barroso, onde as distâncias e a dispersão territorial colocam desafios próprios, o acesso a redes fiáveis e de elevada capacidade é uma condição importante para garantir igualdade de oportunidades."
A iniciativa 5G.CONNECT abordou ainda soluções aplicadas à ação climática, proteção civil, agricultura avançada, gestão de ativos geotécnicos, turismo, cultura e inovação digital. O projeto, com um valor de 10 milhões de euros, é cofinanciado em 75% pela União Europeia e reúne entidades como dstelecom, irradiare, innovationpoint, dstgroup, NOS, e as CIM’s do Alto Tâmega e Barroso, Douro, Tâmega e Sousa e Terras de Trás-os-Montes, com o objetivo de testar e disseminar soluções de conectividade em regiões com menor cobertura.