Alto Tâmega e Barroso: Programa de Gestão Integrada de Fogos Rurais em consulta pública

Documento abrange seis municípios e prevê 53 projetos, incluindo 12 prioritários, para prevenção e combate a incêndios rurais.

Vista aérea de uma paisagem rural no Alto Tâmega e Barroso, com florestas, campos e uma estrada.
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Vista aérea de uma paisagem rural no Alto Tâmega e Barroso, com florestas, campos e uma estrada.

O Programa Sub-Regional de Ação de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Alto Tâmega e Barroso, que abrange os municípios de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, encontra-se em consulta pública.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Tâmega e Barroso colocou em consulta pública o Programa Sub-Regional de Ação de Gestão Integrada de Fogos Rurais. Este documento visa orientar a prevenção, a gestão de combustível e a preparação do território face ao risco de incêndio rural.
O programa abrange os municípios de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. Resulta de um trabalho colaborativo entre as 26 entidades representadas na Comissão Sub-Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Alto Tâmega e Barroso, incluindo os seis municípios.
Após a consulta pública, o programa será publicado em Diário da República. Posteriormente, os municípios deverão elaborar os seus Programas Municipais de Execução, detalhando a nível local o enquadramento nacional e regional do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
Fátima Fernandes, presidente do Conselho Intermunicipal da CIM Alto Tâmega e Barroso, destacou a importância desta fase para a participação cidadã e das entidades locais. "O plano foi validado e encontra-se agora em consulta pública para que todos tenham oportunidade de dar os seus contributos", afirmou.
Estão disponíveis para consulta o Programa Sub-Regional de Ação e mapas relativos à Rede Secundária de Faixas de Gestão de Combustível, Rede de Pontos de Água, Rede Viária Florestal, Rede de Vigilância e Deteção de Incêndios, Áreas Prioritárias de Prevenção e Segurança, e Áreas Estratégicas de Mosaicos de Gestão de Combustível.
O documento inclui 53 projetos de intervenção, com 12 considerados prioritários. Prevê a gestão de 51.811 hectares de combustível, a cobertura do território de maior risco com mecanismos de vigilância e a redução de ignições intencionais e negligentes em dias de risco elevado.
Fátima Fernandes salientou que a prevenção exige atuação coordenada e adaptada à realidade de cada concelho, visando uma ação conjunta "mais célere e, sobretudo, focada na prevenção".
A presidente da CIMAT alertou para os custos de manutenção das faixas de gestão de combustível, defendendo uma intervenção direcionada para zonas prioritárias, com a mobilização de municípios, bombeiros, sapadores florestais, proprietários e entidades gestoras.
"É importante ter um plano que identifique todo o território e também os parceiros que fazem parte deste objetivo comum, que é prevenir os incêndios florestais neste território", sublinhou.
Os documentos podem ser consultados em www.cimat.pt. Sugestões podem ser enviadas para geral@cimat.pt, no prazo de 30 dias após a publicação do aviso em Diário da República.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: CIM do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT) (30/09/2026)