As sessões reuniram representantes institucionais, especialistas, investigadores, entidades de conservação, agentes de desenvolvimento territorial, associações e comunidades de Portugal e Galiza, promovendo o intercâmbio de experiências e a construção de uma visão partilhada para o futuro do território.
A manhã em Valença foi dedicada a uma jornada técnica no edifício da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho). O encontro, em formato de focus group, centrou-se nos desafios da criação e gestão de Reservas da Biosfera, com a partilha de boas práticas por gestores de Reservas como Mariñas Coruñesas e Terras do Mandeo, Valle del Cabriel, Meseta Ibérica e Gerês-Xurés.
Pela tarde, o Centro Sociocultural de Tui acolheu a sessão pública «Objetivo Reserva da Biosfera do Rio Minho Transfronteiriço». Após a abertura institucional com intervenções do presidente da Câmara de Tui, Enrique Cabaleiro, e do deputado Roberto Carrero, foram apresentadas as entidades parceiras do ECOFRONT_MINHO e o vídeo institucional do projeto.
Martín Agrelo, investigador da Universidade de Santiago de Compostela, apresentou os primeiros avanços do estudo territorial, fundamental para a caracterização ambiental e socioeconómica da área. Uma mensagem em vídeo do professor António Domingos Abreu, da UNESCO, reforçou a importância das Reservas da Biosfera.
A sessão «INSPIRA MINHO – Experiências que abrem caminho» permitiu ao público conhecer as experiências de quatro Reservas da Biosfera. O mural participativo «O Minho que imaginamos» convidou à reflexão sobre o futuro do território, valorizando as perspetivas de quem vive e trabalha na região.
José Manuel Vaz Carpinteira, diretor do AECT Rio Minho, encerrou o encontro, destacando a importância da cooperação transfronteiriça e da implicação das pessoas: «Uma Reserva da Biosfera não se constrói só com instituições e conhecimento científico. Constrói-se, sobretudo, com as pessoas que vivem e conhecem este território».




