O júri deliberou por unanimidade atribuir o prémio à obra, selecionada entre 59 manuscritos apresentados a concurso por autores de língua portuguesa de Portugal, Brasil, Itália, Países Baixos e Moçambique. A decisão fundamentou-se na "pela abordagem tanto poética quanto ágil, pela atenção literária prestada a elementos prosaicos do quotidiano, pela desenvoltura do verbo, sua originalidade e sensibilidade e pela estrutura temática e formal que confere coerência ao inédito, proporcionando uma dúctil leitura".
Foram também atribuídas duas Menções Honrosas. A primeira, ao original “Longe da Ferida” de Ande Alencar (sob o pseudónimo Pedro Vaz), pela "sofisticação nos recursos literários e capacidade de inovação estilística". A segunda, à coletânea de contos “Microcosmos” de Maria Teresa Meireles (assinada como Maria Helena), pela "invulgar e subtil ironia com que são sondadas e/ou encenadas situações mais ou menos banais ou curiosas do quotidiano das relações humanas".
O júri da 16.ª edição foi composto por Ana Margarida de Carvalho (Associação Portuguesa de Escritores), Maria Paula Mendes Coelho (Associação Portuguesa dos Críticos Literários) e Sandra Isabel das Candeias Guerreiro Dias (investigadora e Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Educação de Beja).
O primeiro prémio consiste num valor pecuniário de quatro mil euros e a obra vencedora será editada pelo Município de Santiago do Cacém. A cerimónia de entrega realiza-se a 17 de outubro, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém.
Com a criação deste prémio, o Município de Santiago do Cacém homenageia o escritor Manuel da Fonseca, figura incontornável da literatura portuguesa, e a sua obra, especialmente o conto. Simultaneamente, o prémio visa a revelação de novos criadores em língua portuguesa, distinguindo coletâneas de contos originais de autores maiores de idade de países da comunidade lusófona.




