O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, felicitou a autora, cuja obra mereceu a unanimidade do júri. Destacou a qualidade da escrita e a forma inovadora de apresentar contos. O autarca recordou Manuel da Fonseca como um "nome maior da literatura portuguesa" e um "exemplo" de proximidade com a comunidade, salientando que o prémio visa "dar valor à obra de Manuel da Fonseca e ao seu exemplo".
Rita Estanqueiro descreveu o prémio como um "desafio" devido ao seu prestígio e à necessidade de organizar as suas ideias de forma diferente para escrever um conjunto de contos. A autora confessou ter ficado "em êxtase" ao ser anunciada como vencedora e expressou a emoção de ver a obra editada.
Sobre a coletânea, explicou que aborda "os detalhes do quotidiano", partindo da ideia de que "de perto ninguém é normal". Para Estanqueiro, a escrita é "algo muito orgânico" que surgiu na infância, impulsionada pela leitura e pela vontade de contar histórias.
Em representação do júri, a Vice-Presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Paula Mendes Coelho, apresentou os fundamentos da decisão, elogiando a abordagem poética e ágil, a atenção a elementos prosaicos do quotidiano, a originalidade e sensibilidade do verbo, e a coerência temática e formal da obra. O júri incluiu ainda Ana Margarida de Carvalho (Associação Portuguesa de Escritores) e Sandra Isabel das Candeias Guerreiro Dias (investigadora e Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Educação de Beja).
O primeiro prémio, no valor de quatro mil euros, inclui a edição da obra pelo Município de Santiago do Cacém.




