O plano, alinhado com o Plano Nacional de Saúde 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelece um roteiro estratégico para a promoção da saúde e do bem-estar na região até 2030. O trabalho que o fundamenta iniciou-se em 2024 com a elaboração do Perfil de Saúde do Arco Ribeirinho, que mapeou as realidades locais e identificou necessidades.
Lina Guarda, Delegada de Saúde Coordenadora da ULS Arco Ribeirinho, explicou que o perfil permitiu "conhecer melhor a realidade dos quatro concelhos, identificar os principais desafios de saúde, necessidades e problemas, os seus determinantes e as oportunidades de intervenção existentes no território".
Um processo participado, envolvendo profissionais, autarquias, parceiros comunitários e cidadãos, foi crucial para definir respostas ajustadas às necessidades da população, considerando a diversidade entre os concelhos. Ana Teresa Xavier, Presidente do Conselho de Administração da ULS Arco Ribeirinho, destacou a assimetria entre os municípios, sublinhando a necessidade de um mapa epidemiológico para cuidados adequados.
Anabela Barata, Vice-Presidente da CCDR LVT, reforçou a importância de uma abordagem abrangente à saúde, que transcende os serviços de saúde e envolve toda a comunidade. "Quando falamos de saúde, não falamos apenas de hospitais e centros de saúde, falamos da comunidade", afirmou.
A Diretora-Geral da Saúde, Rita Sá Machado, felicitou os envolvidos e realçou a importância do PLSAR para a comunidade, desejando sucesso na sua implementação. Serão realizadas apresentações públicas nos próximos meses em cada concelho para aproximar o plano das comunidades.
O Plano Local de Saúde visa ser um instrumento de mobilização comunitária. "A saúde não se constrói apenas nos serviços de saúde. Constrói-se nas famílias, nas autarquias, nas escolas, nos locais de trabalho, nas associações e em todos os espaços onde vivemos e convivemos", concluiu Lina Guarda.




