A equipa, designada ROCSAR (ROtation Compensated Synthetic Aperture Radar), foi selecionada pela ESA e dedica-se à finalização do desenvolvimento do projeto. A missão consiste em realizar medições de Radar de Abertura Sintética (SAR) com estabilização das antenas de radiofrequência para observar as áreas circundantes à trajetória de voo do balão.
A participação no REXUS/BEXUS dá continuidade a um percurso que a FEUP tem vindo a traçar desde 2016, com participação em edições anteriores do BEXUS e REXUS. O ROCSAR nasceu da necessidade de responder a desafios identificados no projeto anterior SARIA, reforçando competências em software, processamento de sinal, eletrónica, mecânica e domínio aeroespacial.
“A equipa foi sendo constituída de acordo com os desafios do projeto, combinando a experiência adquirida em edições anteriores com novas competências e elementos”, explica Pedro Cunha, Team Leader e membro da equipa de Software e Electronic Systems, estudante do 1.º ano do Mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores.
A seleção pela ESA foi um momento marcante, recebido com “grande entusiasmo” pelos estudantes. O desenvolvimento do ROCSAR segue um processo próximo do ciclo de vida de um projeto espacial real, com organização por subsistemas de hardware, software, mecânica, comunicação e gestão.
Um dos desafios tecnológicos foi o controlo da rotação residual da gôndola do REXUS/BEXUS, otimizando a resolução das imagens SAR. Esta jornada permite aos estudantes aplicar conhecimentos académicos e lidar com problemas inesperados, aprendendo a fazer Engenharia de forma metódica.
A equipa destaca as deslocações ao ESRANGE, na Holanda, e a Kiruna, na Suécia, para a participação na Student Training Week, bem como o trabalho nos laboratórios da FEUP. O projeto conta com a supervisão de Sérgio Reis Cunha, docente da FEUP, e a colaboração de Nuno Barros e Mafalda Santos.
A presença de especialistas da ESA na FEUP ao longo do desenvolvimento proporcionou uma interação próxima, permitindo aos estudantes mostrar os componentes, instalações e receber feedback direto, reforçando a ligação entre a formação académica e a realidade dos projetos espaciais.
O próximo grande desafio será o lançamento da experiência em Kiruna, entre os dias 9 e 19 de outubro. A equipa está focada nos testes de qualificação e preparação dos procedimentos de operação. “Estamos todos muito entusiasmados com o lançamento. Sabemos que será uma fase mais exigente, mas também estamos muito confiantes no trabalho que temos desenvolvido”, afirma Pedro Cunha.




