Escritaria 2026: Penafiel homenageia Luís Cardoso com festival literário

Evento de seis dias cruza literatura, música, cinema e artes visuais, com figuras como Dulce Pontes e Sérgio Godinho.

Silhueta de um homenageado num palco com estantes de livros desfocadas ao fundo.
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Silhueta de um homenageado num palco com estantes de livros desfocadas ao fundo.

Entre 20 e 25 de outubro, Penafiel dedica-se à literatura com a 19.ª edição do Escritaria – Festival Literário, que homenageia o escritor timorense Luís Cardoso e conta com nomes como Dulce Pontes e Sérgio Godinho.

A cidade de Penafiel volta a ser o epicentro da literatura entre 20 e 25 de outubro, acolhendo a 19.ª edição do Escritaria – Festival Literário. Este ano, o evento presta homenagem a Luís Cardoso, uma figura proeminente da literatura contemporânea de Timor-Leste. A programação principal decorrerá no Ponto C – Cultura e Criatividade, estendendo-se a escolas, espaços públicos e outros equipamentos culturais do concelho.
Durante seis dias, o Escritaria propõe um programa multidisciplinar focado na vida e obra de Luís Cardoso, explorando temas como a memória, identidade, exílio, resistência e liberdade através da literatura, música, cinema e artes visuais. O festival contará com a presença de diversas personalidades da cultura portuguesa e lusófona, incluindo D. Américo Aguiar, Dulce Pontes, Sérgio Godinho, Shahd Wadi, Ondjaki, Adelino Gomes e Ana Sousa Dias, entre outros.
Luís Cardoso, nascido em Kailako em 1958, chegou a Portugal em 1975, após a invasão indonésia de Timor-Leste. O seu percurso está intrinsecamente ligado à causa timorense e à representação do Conselho Nacional da Resistência Maubere em Portugal. É autor de obras como Crónica de Uma Travessia, Requiem para o Navegador Solitário, Para Onde Vão os Gatos Quando Morrem?, O Plantador de Abóboras e Hotel Timor. Foi galardoado com o Prémio Oceanos em 2021 e recebeu o Colar da Ordem de Timor-Leste em 2023.
Um dos destaques do programa é o tributo a Luís Represas, com a participação de Manuel Faria e Mona Miari, entre outros. Será recuperada a canção “Timor”, escrita por João Gil e João Monge e interpretada por Luís Represas, que se tornou um símbolo da solidariedade portuguesa com o povo timorense.
A programação musical contará ainda com a presença de Dulce Pontes, reconhecida internacionalmente, e o encerramento ficará a cargo de Sérgio Godinho, acompanhado pelo pianista Filipe Raposo.
A homenagem a Luís Cardoso estende-se à causa palestiniana através da participação de Mona Miari, cantora e compositora que colaborou com Roger Waters, e Shahd Wadi, escritora e investigadora palestiniana radicada em Portugal, focada em temas de exílio e identidade.
O festival inclui a inauguração da silhueta de Luís Cardoso no dia 23 de outubro, uma marca do Escritaria na cidade. Haverá também a exibição do filme O Voo do Crocodilo de Fernando Vendrell, espetáculos de companhias como Teatro do Vestido e Circolando, exposições sobre Timor e atividades educativas.
A Biblioteca Municipal de Penafiel acolherá, a 24 de outubro, a exposição Takas: a literatura extraordinária de um viajante timorense. O encerramento contará com o Grupo de Estudantes Timorenses no Porto e uma iniciativa de gastronomia timorense, reforçando o intercâmbio cultural.
Criado em 2008, o Escritaria celebra anualmente um escritor de língua portuguesa vivo, promovendo o encontro entre a sua obra e a comunidade. Ao longo das suas 19 edições, o festival consolidou Penafiel como um polo de encontro em torno da literatura, cultura e língua portuguesa.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Câmara Municipal de Penafiel (06/10/2026)