Sob o mote «Nova Etapa, Novos Rumos», o encontro promoveu a reflexão sobre os desafios atuais da alcoologia, num contexto em que os indicadores nacionais evidenciam o impacto do consumo de bebidas alcoólicas na saúde, segurança rodoviária e vida familiar.
Carlos Mouta, vice-presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, participou na tertúlia «Álcool em Portugal: Entre Liberdade Individual, Regulação e Responsabilidade do Estado», que abordou a tensão entre a escolha individual e a proteção da saúde pública.
Dados apresentados revelaram 14.762 internamentos atribuíveis ao álcool em 2024, 2.526 utentes em tratamento e 128 mortes por doenças relacionadas com o álcool em 2023, sublinhando as consequências sociais e para os serviços de saúde.
A relação entre o consumo de álcool e a sinistralidade rodoviária, bem como a iniciação precoce e o consumo excessivo entre jovens, foram outros temas em debate. Inquéritos indicam que entre 70% e 80% dos jovens de 18 anos consumiram álcool nos 12 meses anteriores, com muitos a reportarem episódios de binge drinking e embriaguez severa.
O congresso abordou ainda políticas públicas, redução de riscos, abordagens clínicas e vulnerabilidades sociais, com mesas sobre inovação em alcoologia, perturbação de uso do álcool, novas abordagens terapêuticas e a ligação entre neurocognição e recuperação.
O evento, que assinalou também os 40 anos da Sociedade Portuguesa de Alcoologia, procurou contribuir para a reflexão sobre estratégias de intervenção mais integradas e ajustadas às necessidades da comunidade.




