Gondomar reforça controlo de gatos errantes com novo protocolo

Município investe 75 mil euros em parceria com três associações de proteção animal para um modelo mais estruturado de intervenção.

Gato errante com olhos verdes em primeiro plano, com o pavimento de calçada portuguesa e azulejos desfocados ao fundo.
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Gato errante com olhos verdes em primeiro plano, com o pavimento de calçada portuguesa e azulejos desfocados ao fundo.

O Município de Gondomar reforçou a sua intervenção no controlo de gatos errantes através de um novo protocolo com três associações de proteção animal, estabelecendo um modelo mais estruturado de organização e acompanhamento.

Desde 2022, a intervenção municipal já abrangeu 3.039 animais e 422 colónias de gatos, utilizando o Programa CED – Capturar, Esterilizar e Devolver. Este método visa controlar a reprodução dos gatos de rua, devolvendo-os ao seu local de origem após esterilização, sempre que as condições o permitam, para reduzir a reprodução e melhorar o seu bem-estar.
O novo protocolo, assinado na quarta-feira, dia 30, com as associações Animais de Rua, Causas de Caudas e MIACIS – Proteção e Integração Animal, prevê um apoio total de 75 mil euros, distribuído igualmente entre as três entidades (25 mil euros cada).
Desde o início do programa em 2022, o investimento municipal ascende a 240 mil euros. No período de 2025/2026, foram esterilizados 870 gatos (449 fêmeas e 421 machos), intervencionadas 152 colónias (das quais 131 estão controladas), e registados 310 animais salvos ou adotados.
A intervenção vai além do controlo reprodutivo, incluindo monitorização de colónias, identificação, desparasitação, identificação eletrónica e cuidados veterinários a animais doentes ou feridos. O novo protocolo introduz mecanismos mais estruturados, como uma base de dados para registo e rastreabilidade, critérios técnicos de prioridade, relatórios de execução e reforço da articulação entre o Município e as associações.
Está também prevista a afetação de até 20% do apoio financeiro a tratamentos clínicos e patologias, bem como um maior controlo dos pedidos e intervenções. A organização territorial das intervenções foi definida: Animais de Rua ficará responsável por Baguim do Monte, Jovim, Lomba e Rio Tinto; Causas de Caudas por Fânzeres, São Pedro da Cova e Valbom; e MIACIS por Foz do Sousa e Covelo, Medas e Melres e São Cosme.
O Programa CED é apresentado como uma ferramenta de controlo populacional felino que alia bem-estar e saúde animal, salubridade pública e envolvimento da comunidade, promovendo uma intervenção mais organizada e o acompanhamento continuado das colónias.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Camara Municipal de Gondomar (30/09/2026)