A iniciativa, que arrancará nos próximos dias, abrange cerca de 26,5 quilómetros de linhas de água, focando-se na minimização dos efeitos das cheias, combate à erosão e melhoria ambiental através de soluções baseadas na natureza e engenharia natural.
A sessão pública de esclarecimento, realizada na passada sexta-feira, 9 de outubro, contou com a presença da Presidente da Câmara, Ana Raquel Azevedo, e de outros autarcas e técnicos. O Engenheiro do Ambiente Pedro Teiga detalhou os trabalhos previstos, que incluem a limpeza do leito, remoção de espécies invasoras e estabilização das margens.
O projeto, financiado em 75% por fundos comunitários do Norte 2030, prevê a criação de zonas de inundação preferencial para reter temporariamente a água, diminuindo o caudal e a velocidade de escoamento. Estão também a ser adquiridos terrenos para este efeito e para a instalação de equipamentos de monitorização.
Ana Raquel Azevedo destacou a importância da intervenção para a prevenção de prejuízos em habitações e terrenos agrícolas, face aos riscos de fenómenos meteorológicos extremos. "Temos de continuar a recuperar os estragos, mas também de investir hoje para evitar problemas maiores amanhã", afirmou.
O Rio Teixeira integra uma Área de Risco Potencial Significativo de Inundação. O projeto inclui a instalação de estações meteorológicas e hidrométricas, sistemas de videovigilância e outras medidas para antecipar situações de risco, além de ações de recuperação de habitats e biodiversidade.




