Os trabalhos, que arrancam nos próximos dias, abrangem cerca de 26,5 quilómetros de linhas de água, incluindo o próprio Rio Teixeira e seus afluentes. O projeto visa combater a erosão, melhorar as condições ambientais e implementar soluções baseadas na natureza para minimizar os efeitos das inundações.
A apresentação do projeto, denominado “Adaptação e reforço da resiliência do corredor ribeirinho do Rio Teixeira para minimização dos riscos de inundação na ARPSI de Baião”, foi realizada pelo Engenheiro do Ambiente Pedro Teiga. A iniciativa resulta de uma candidatura ao Programa Regional do Norte 2030, com financiamento comunitário de 75%.
O investimento inclui estudos técnicos, aquisição de terrenos para zonas de retenção de água e instalação de equipamentos de monitorização e comunicação. A Presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, destacou a importância da medida preventiva face aos riscos de fenómenos meteorológicos extremos e aos prejuízos causados por cheias anteriores.
O projeto prevê a limpeza do leito, remoção de espécies invasoras, estabilização das margens e reabilitação da vegetação com espécies autóctones. Serão criadas zonas de inundação preferencial para reter água temporariamente e diminuir a velocidade do escoamento.
Serão também instaladas estações meteorológicas e hidrométricas, sistemas de videovigilância e outros dispositivos para monitorizar as condições do rio e antecipar situações de risco, apoiando a tomada de decisões em caso de cheias.




