APA chumba projeto fotovoltaico na Serra do Marão

Agência Portuguesa do Ambiente acompanha parecer desfavorável da Câmara de Baião e rejeita instalação de painéis solares.

Imagem genérica de uma paisagem protegida em Portugal, com colinas e vegetação esparsa, sob luz difusa.
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Imagem genérica de uma paisagem protegida em Portugal, com colinas e vegetação esparsa, sob luz difusa.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um parecer desfavorável ao projeto de hibridização fotovoltaica do Parque Eólico de Penedo Ruivo, na Serra do Marão, decisão que acompanha as preocupações ambientais, paisagísticas e patrimoniais da Câmara Municipal de Baião.

A decisão da autoridade ambiental nacional, conhecida a 24 de outubro, fundamenta-se na identificação de impactes negativos significativos e não minimizáveis sobre ecossistemas, biodiversidade, paisagem e território. O projeto, promovido pela Energiekontor Portugal, previa a instalação de uma central solar fotovoltaica com cerca de 25.038 painéis numa área de 21,3 hectares.
A Câmara Municipal de Baião já tinha emitido um parecer desfavorável em abril de 2026, alertando para a incompatibilidade do projeto com a preservação de valores naturais, paisagísticos e culturais, especialmente por estar localizado em áreas protegidas como a Rede Natura 2000 e a Paisagem Protegida Regional da Serra da Aboboreira. Foram também apontados riscos para espécies como o lobo ibérico e o património arqueológico.
A APA concluiu que, apesar dos benefícios da energia renovável, os impactes negativos identificados não permitem compatibilizar o projeto com a proteção ambiental e territorial. A autoridade ambiental considerou que alterações ao projeto manteriam os principais impactes negativos devido à sensibilidade ecológica e paisagística da zona.
Durante a consulta pública, realizada entre março e abril, foram apresentadas 666 exposições, com a maioria dos cidadãos a manifestar oposição à central fotovoltaica. O Município de Baião reconhece a importância da transição energética, mas defende que a instalação de infraestruturas renováveis deve respeitar as características territoriais. Baião já contribui para a produção de energia renovável, superando o consumo concelhio em 21,74% em 2025.
A Presidente da Câmara Municipal de Baião, Ana Raquel Azevedo, expressou satisfação com a decisão da APA, reiterando a disponibilidade do município para colaborar na procura de soluções energéticas sustentáveis que conciliem produção de energia com conservação da natureza e património.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Camara Municipal de Baiao (26/10/2026)