Amarante ambiciona ser Capital Portuguesa da Cultura em 2028

Autarca Jorge Ricardo destaca candidatura com forte apoio popular e planeamento estratégico para o futuro do concelho.

Fachada de um edifício municipal português com varandas ornamentadas e céu azul.
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Fachada de um edifício municipal português com varandas ornamentadas e céu azul.

A Câmara Municipal de Amarante, liderada pelo presidente Jorge Ricardo, apresentou uma candidatura robusta para ser a Capital Portuguesa da Cultura em 2028, mobilizando centenas de artistas e milhares de cidadãos.

Amarante manifestou um forte desejo de se tornar a Capital Portuguesa da Cultura em 2028. A ambição foi expressa pelo presidente da Câmara Municipal, Jorge Ricardo, durante um evento que reuniu centenas de artistas e milhares de cidadãos para assinalar a candidatura. "Queremos apresentar-nos aqui com uma grande candidatura, uma candidatura que possamos ganhar. Queremos ser mesmo Capital Portuguesa da Cultura em 2028, porque achamos que Amarante tem condições para isso, porque queremos que venham aqui mais artistas, mais espetáculos e mais público de todo o país", afirmou o autarca.
Jorge Ricardo sublinhou que o processo de candidatura já está a gerar benefícios estratégicos para o município, independentemente do resultado final. Destacou a aprovação recente do Plano Estratégico da Cultura para o decénio 2026-2036, votado em reunião de câmara e assembleia municipal. "Isto já é um ganho efetivo que o município tem, que é para saber o que quer, onde está e para onde quer ir. Esta candidatura desafia-nos a isso e a muito mais", frisou, garantindo que o planeamento atual servirá de base para o futuro: "Queremos que 2028 seja o mote para os anos seguintes. Estamos a construir esta candidatura para que 2029 e os anos seguintes permitam a Amarante ter condições quase únicas para a criação, para que mais talentos surjam e mais génios apareçam".
Com o objetivo de transformar o "lugar do génio no génio do lugar", o presidente da câmara recordou a herança cultural de figuras como Amadeo de Souza-Cardoso, Agustina Bessa-Luís, Teixeira de Pascoaes, Acácio Lino e António Carneiro, todos ligados ao concelho. A estratégia da candidatura conta com a coordenação do comissário Martim Sousa Tavares, elogiado pelo autarca por "compreender o valor e a história de Amarante no panorama nacional".
Amarante é, até ao momento, a única candidatura representante do Norte do país. A autarquia ambiciona envolver toda a região, contando com o apoio da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa. "O objetivo é envolver todo o território. Se ganharmos, a vitória será de toda uma região", salientou Jorge Ricardo, acrescentando que o título funcionará como um "acelerador" de investimento e captação de apoios financeiros e institucionais, nomeadamente através da CCDR-N e do Turismo do Porto e Norte.
A apresentação pública da candidatura incluiu um espetáculo diversificado no cineteatro da cidade, com atuações de grupos de bombos, ranchos folclóricos, bandas filarmónicas, teatro, música de violas amarantinas e a participação da Orquestra do Norte. O evento terminou com uma arruada festiva até ao Largo de São Gonçalo, onde milhares de espetadores aplaudiram as centenas de elementos das agremiações culturais de Amarante.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: CIM Tâmega e Sousa (28/09/2026)