A exposição “Blessed Ground”, do fotógrafo documental e fotojornalista Ricardo Lopes, foi inaugurada na quinta-feira no Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s. A mostra reúne 25 fotografias que exploram os impactos sociais, económicos e ambientais da exploração de ouro em comunidades rurais de Moçambique.
Durante a inauguração, o Secretário Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, sublinhou a relevância de o Museu acolher diversas linguagens e perspetivas fotográficas. "É importante para o Museu de Fotografia da Madeira poder acolher diferentes linguagens e diferentes olhares sobre a fotografia, porque é também essa diversidade que queremos que esteja presente na sua programação", afirmou.
Eduardo Jesus salientou que “Blessed Ground” aproxima o público de uma realidade distante, mas que levanta questões universais. "São imagens que nos falam de pessoas, de território e de formas de subsistência, mas que nos levam também a pensar sobre as consequências que determinadas opções económicas e decisões tomadas à escala global podem ter na vida de comunidades muito concretas", explicou.
O trabalho de Ricardo Lopes, que deu origem a “Blessed Ground”, foi desenvolvido junto de comunidades rurais que habitam nas margens dos rios Púnguè e Revuè, em Moçambique.
Ricardo Lopes explicou que o projeto nasceu da vontade de questionar o chamado “custo do progresso” e as repercussões de decisões económicas globais nas populações locais.
A inauguração também marcou a abertura da nova sala pequena de exposições temporárias do Museu de Fotografia da Madeira – Atelier Vicente’s, um espaço dedicado a destacar peças da coleção do MFM-AV e a aproximar o público da história da fotografia.




