ULS Santa Maria debate o futuro do Serviço Social

Encontro foca-se em inovação, proximidade e diferenciação como pilares estratégicos para a profissão.

Imagem genérica de um hall de hospital português com luz natural e um púlpito.
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Imagem genérica de um hall de hospital português com luz natural e um púlpito.

O Serviço Social da ULS Santa Maria realizou o seu II Encontro em Lisboa, focando-se em como a inovação, a proximidade e a diferenciação são cruciais para o futuro da profissão.

O Serviço Social da Unidade Local de Saúde (ULS) de Santa Maria promoveu o seu II Encontro nesta quinta-feira, 15 de outubro, sob o tema “Construir o Futuro com Ações que Transformam”. Na sessão de abertura, Carlos das Neves Martins, Presidente do Conselho de Administração da ULS Santa Maria, destacou a inovação, a proximidade e a diferenciação como pilares estratégicos para responder às transformações sociais e adaptar o trabalho dos assistentes sociais.
Carlos das Neves Martins salientou que o aumento da longevidade e os avanços científicos exigem que as instituições de saúde façam “mais e melhor”. Perante uma Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa repleta, o Presidente da ULS Santa Maria abordou as alterações nas dinâmicas familiares e sociais, que transferiram papéis de suporte para o Estado, aumentando a pressão sobre os serviços públicos de saúde e o desafio das altas hospitalares proteladas por carências sociais.
Para enfrentar estes desafios, a ULS Santa Maria atua em duas frentes: externa, com investimento em camas de proximidade e articulação com a Segurança Social, Câmaras Municipais e instituições do terceiro setor; e interna, com o reforço da hospitalização domiciliária, telemonitorização e telemedicina.
Carlos das Neves Martins considerou a ação do assistente social central nesta transformação, com um trabalho transversal que “começa na urgência hospitalar e termina na casa do cidadão”. Defendeu a disponibilização de ferramentas e tecnologias de apoio, mas garantiu que “essa inovação jamais poderá substituir o contacto direto com o cidadão nem o humanismo, que é a verdadeira essência da profissão de assistente social”.
Na Sessão de Abertura, participaram também Rita Molinar, Diretora Clínica dos Cuidados de Saúde Primários da ULS Santa Maria, e Susana Alexandre, Diretora do Serviço Social. Susana Alexandre sublinhou a importância de preservar a dimensão humana e o tempo de escuta, mesmo com a inovação e a inteligência artificial. Apelou a uma atuação pautada pelo pensamento crítico e pela ambição de construir ativamente o futuro da profissão.
No encerramento, Ana Isabel Lopes, diretora clínica para os Cuidados Hospitalares da ULSSM, retomou o tema da diferenciação e humanização, afirmando que “é inquestionável que o Serviço Social terá, no futuro, um protagonismo exponencial”. Agradeceu às equipas e destacou que o futuro da profissão acompanhará a evolução da sociedade, promovendo cuidados mais humanizados e centrados na pessoa.
Este encontro reafirmou a importância do Serviço Social na construção de respostas próximas e humanas, reforçando o compromisso com um futuro onde a humanização seja prioritária.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: ULS de Santa Maria (Lisboa Norte) (15/10/2026)