Universidade de Lisboa lidera colaboração científica com a indústria em Portugal

A ULisboa alcança o 275º lugar mundial no Industry Collaboration Index (ICI) 2026, destacando-se em áreas estratégicas e parcerias empresariais.

Imagem genérica de uma fachada de edifício universitário com arquitetura tradicional portuguesa, azulejos e detalhes em pedra, sob luz solar de fim de tarde.
IA

Imagem genérica de uma fachada de edifício universitário com arquitetura tradicional portuguesa, azulejos e detalhes em pedra, sob luz solar de fim de tarde.

A Universidade de Lisboa (ULisboa) lidera o ranking nacional no Industry Collaboration Index (ICI) 2026, destacando-se globalmente na posição 275 e europeia na 119.

A Universidade de Lisboa (ULisboa) ocupa o primeiro lugar em Portugal no Industry Collaboration Index (ICI) 2026, da Global Research Partnerships. A nível mundial, alcança a posição 275 entre 1.038 instituições e, na Europa, a posição 119 entre 388 universidades avaliadas. O índice analisa a colaboração entre universidades e empresas com base na produção científica conjunta e nas relações de investigação documentadas entre instituições académicas e grupos empresariais.
Entre 2021 e 2025, a ULisboa registou 1.097 publicações científicas em coautoria com empresas, envolvendo 544 grupos empresariais. Destes, 187 colaboraram com a Universidade em pelo menos dois trabalhos e 44 mantiveram relações particularmente consistentes ao longo do período. Um dos pontos fortes identificados é a diversidade das parcerias, que coloca a Universidade no percentil 89, a que se junta a dimensão da rede de colaboração empresarial, no percentil 79.
A presença da ULisboa destaca-se em áreas estratégicas como o clima, ambiente e sustentabilidade (posição 99 entre 373 instituições), a transição para energias limpas (136 entre 295) e a agricultura e tecnologia alimentar (112 entre 194). Na saúde, a colaboração abrange a indústria farmacêutica e terapêutica, com 128 trabalhos identificados, e a tecnologia médica e saúde digital, com 35 trabalhos, a par de outros domínios da biotecnologia e das ciências da vida.
Os parceiros com maior número de trabalhos conjuntos incluem empresas portuguesas, como a Bial, a Hovione, a PLUX, a Terraprima e a NZYTech, e grupos internacionais como a AstraZeneca, a Pfizer, a Novartis e a Johnson & Johnson. Cerca de 24% dos trabalhos envolvem organizações sediadas em Portugal, o que evidencia o papel da Universidade na ligação entre a investigação académica e o tecido empresarial nacional. Os trabalhos identificados abrangem temas tão variados como a doença de Huntington, a produção de hidrogénio a partir de energia eólica offshore, a gestão térmica de aeronaves híbridas e a previsão do consumo de eletricidade.
Estes resultados estão alinhados com a estratégia institucional da ULisboa para reforçar a inovação, a valorização do conhecimento e o impacto da investigação. A colaboração com empresas permite identificar desafios comuns, desenvolver projetos conjuntos, formar recursos humanos e aproximar a produção científica dos contextos em que pode ser aplicada. O índice aponta também oportunidades para intensificar algumas destas relações e consolidar colaborações duradouras, reforçando a passagem dos resultados da investigação à sua aplicação económica e social.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Universidade de Lisboa (16/10/2026)