A parceria estratégica com a Lufthansa, que prevê a alienação de 44,9% do capital da TAP, foi apresentada como um passo crucial para garantir a continuidade da companhia aérea portuguesa, mantendo a sua marca, identidade e ligações estratégicas para o país. O Estado mantém, nesta fase, 50,1% do capital.
Luís Montenegro destacou que o processo teve como condições claras a defesa do interesse estratégico de Portugal, a preservação da marca TAP e a manutenção do centro de ligações aéreas em Lisboa, sem descurar o potencial de outros aeroportos como Porto, Faro, Açores e Madeira. As ligações às regiões autónomas, comunidades portuguesas no estrangeiro e países de língua portuguesa foram salientadas como uma mais-valia da companhia.
O acordo salvaguarda a paz social interna e os compromissos com os trabalhadores, visando também garantir a sustentabilidade da TAP a médio e longo prazo. O Primeiro-Ministro reconheceu o "trauma" das sucessivas injeções de capital sem garantia de sustentabilidade, mas ressalvou que os objetivos financeiros não se sobrepuseram aos interesses nacionais.
A integração da TAP no maior grupo de aviação europeu e quarto maior a nível global em receita abre perspetivas de reforço da frota para mais de 100 aeronaves, aproveitamento de novas rotas, especialmente para os Estados Unidos da América e Brasil, e aumento da representação no mercado da América Latina de 9% para 20%, com oportunidades em África e América do Norte.
A parceria abrange ainda projetos de investimento industrial, formação e inovação, incluindo oportunidades de emprego qualificado em Santa Maria da Feira, uma nova escola de pilotos em Tancos, um centro de inovação em Aveiro e um centro de serviços. Estes projetos complementam o investimento no novo Aeroporto Internacional de Lisboa Luís de Camões e no desenvolvimento de outros aeroportos nacionais.




