SPMS impulsiona transição digital e verde na Saúde em Portugal

Relatório Saúde e Ambiente 2025 destaca contribuições da SPMS para uma estratégia integrada de sustentabilidade no Serviço Nacional de Saúde.

Imagem genérica de um tablet com dados de saúde e folhas verdes, simbolizando a sustentabilidade digital e ambiental na saúde.
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Imagem genérica de um tablet com dados de saúde e folhas verdes, simbolizando a sustentabilidade digital e ambiental na saúde.

A SPMS apresentou na Fundação Calouste Gulbenkian, a 30 de setembro, como a transição digital e verde se complementam na Saúde em Portugal, no âmbito do Relatório Saúde e Ambiente 2025.

Na sessão de apresentação do Relatório Saúde e Ambiente 2025, promovida pelo Conselho Português para a Saúde e Ambiente (CPSA) na Fundação Calouste Gulbenkian, a 30 de setembro, Carlos Pinto Rodrigues, vogal do Conselho de Administração da SPMS, detalhou as contribuições da entidade para uma transição simultaneamente digital e verde da Saúde em Portugal.
No painel de discussão, Carlos Pinto Rodrigues demonstrou como a transição digital e a transição verde se complementam no Serviço Nacional de Saúde (SNS), integradas numa estratégia de sustentabilidade. A incorporação de critérios ambientais nas compras públicas, a desmaterialização de circuitos de prescrição, a utilização de dados em tempo real, a eficiência energética e a descarbonização da frota são exemplos desta visão de futuro.
Os princípios ESG, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 e as exigências europeias são vistos como oportunidades para melhorar a governação e a eficiência dos recursos nas organizações de saúde. Segundo Carlos Pinto Rodrigues, "Cerca de 44% dos procedimentos de aquisição pública na saúde já incluem critérios ambientais", destacando o trabalho da Central de Compras da Saúde.
O Centro de Controlo e Monitorização do SNS, também na SPMS, já conferiu faturação de 312 milhões de exames e 457 milhões de embalagens de medicamentos, com uma taxa de desmaterialização de 98%. A Receita Sem Papel, que celebrou 11 anos a 25 de setembro, já emitiu mais de 520 milhões de receitas desmaterializadas, com uma adesão de 96,4% em 2026.
A utilização de dados, suportada por Inteligência Artificial e Data Analytics, permite "sinalizar preventivamente desvios e combater o desperdício com uma precisão sem precedentes", salientou o representante da SPMS, referindo também o contributo destas ferramentas para a rastreabilidade de investimentos públicos.
A Linha SNS 24 foi apontada como exemplo de como a transformação digital facilita o acesso a cuidados de saúde. Em 2026, a linha atendeu mais de 5 milhões de chamadas e o Portal SNS 24 registou 4 milhões de visitas, ajudando a reduzir a pressão sobre as urgências hospitalares.
O vogal executivo da SPMS abordou ainda o programa de Revisão da Despesa Pública, focado na eficiência e sustentabilidade. A identificação de redundâncias e desperdícios visa libertar recursos para reinvestimento no SNS.
O Relatório Saúde e Ambiente 2025, de periodicidade anual, reúne indicadores e recomendações sobre a interligação entre saúde e ambiente, com foco na realidade portuguesa. A edição de 2025 visa atualizar a situação do país e apoiar decisões informadas e ação concertada entre instituições e sociedade civil.
O Conselho Português para a Saúde e Ambiente promove uma rede colaborativa para reduzir o impacto das alterações ambientais na saúde e diminuir a pegada ambiental, através de sensibilização, formação e investigação.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (02/10/2026)