Portugal entrega a Bruxelas Plano Social para o Clima de 1,6 mil milhões de euros

O plano visa apoiar famílias vulneráveis, microempresas e transportes públicos na transição energética até 2032.

Imagem genérica de um documento oficial com selos e a bandeira da União Europeia ao fundo.
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Imagem genérica de um documento oficial com selos e a bandeira da União Europeia ao fundo.

Portugal submeteu formalmente à Comissão Europeia a proposta do Plano Social para o Clima, com cerca de 1,6 mil milhões de euros a executar até 2032, para apoiar a transição energética e proteger os grupos mais vulneráveis.

A proposta prevê o investimento para combater a pobreza energética e promover uma mobilidade mais acessível e sustentável, com foco nas famílias vulneráveis, mais expostas aos impactos da subida de preços dos combustíveis fósseis.
O plano visa apoiar cerca de 50 mil famílias vulneráveis nas medidas de apoio à eficiência energética da habitação e 5 mil famílias vulneráveis na eletrificação da mobilidade. Adicionalmente, prevê apoiar cerca de 10 mil microempresas na eletrificação de frotas e a aquisição de cerca de 700 autocarros elétricos para reforço do transporte em territórios de baixa densidade e regiões autónomas.
Gerido pela Agência para o Clima (APC), o objetivo deste plano é reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e a despesa energética, criando condições para que as famílias e microempresas mais vulneráveis beneficiem da transição para soluções mais limpas e eficientes.
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, destacou que este Plano é central na estratégia de transição energética do país, assegurando a participação de famílias, empresas e territórios e garantindo que os benefícios chegam a quem mais precisa.
Segue-se agora a negociação formal com a Comissão Europeia para a aprovação e início da implementação, previsto para o segundo semestre de 2027 com o lançamento dos primeiros avisos.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Governo de Portugal - Comunicação (09/10/2026)