O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Helder Mota Filipe, esteve presente na conferência "The MFN Effect: Europa, EUA e o Futuro da Saúde em Portugal", organizada pela AmCham Portugal no Sheraton Lisboa Hotel. O evento contou com a participação de mais de 60 representantes dos setores empresarial e da saúde, focando-se nas implicações do modelo Most Favored Nation (MFN) no acesso à inovação, na sustentabilidade dos sistemas de saúde e na competitividade europeia e portuguesa.
O modelo MFN, ligado à política de preços de medicamentos dos Estados Unidos, visa alinhar os preços praticados naquele país com os valores mais baixos de nações desenvolvidas comparáveis. A sua aplicação pode influenciar as estratégias de lançamento e comercialização de fármacos, apresentando novos desafios para os sistemas de saúde europeus, especialmente no que diz respeito ao acesso a novas terapias.
Helder Mota Filipe integrou o painel "Perspetivas sobre o MFN e a política farmacêutica", ao lado de Francisca Paulouro (Vieira de Almeida) e Nathalie Cardinal von Widder (AstraZeneca Portugal), sob moderação de Filipa Mota e Costa (Johnson & Johnson Innovative Medicine).
Na sua intervenção, o bastonário enfatizou a necessidade de avaliar os medicamentos considerando não apenas o custo direto, mas também os ganhos em saúde, a qualidade de vida dos pacientes e os benefícios económicos e sociais.
Destacou também o papel da Avaliação de Tecnologias de Saúde, em particular a relevância do Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde (SiNATS). Mota Filipe sublinhou a urgência em agilizar os processos de avaliação e financiamento, tornando-os mais previsíveis e baseados em evidências, de forma a conciliar o acesso à inovação com a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
A conferência incluiu ainda uma apresentação de Pedro Pita Barros, da NOVA School of Business and Economics, sobre os efeitos a longo prazo das políticas MFN. Participaram também Paulo Teixeira, presidente do Health & Biotechnology Committee da AmCham Portugal e responsável pela Pfizer Portugal.
Representantes de várias forças políticas, como Mário Amorim Lopes (IL), Miguel Guimarães (PSD), Pedro Frazão (CHEGA) e Sofia Andrade (PS), também intervieram, enriquecendo a reflexão sobre os desafios da política farmacêutica e o futuro da saúde em Portugal.




