Um estudo recente, que consultou 9.000 pessoas em sete mercados globais, demonstra uma forte aceitação por parte dos trabalhadores em relação à formação em IA disponibilizada pelas empresas. Em Portugal, 79% dos inquiridos manifestaram uma reação positiva à possibilidade de o empregador oferecer ferramentas de IA e capacitação para a sua utilização. Este valor coloca Portugal à frente de países como Espanha (73%), Itália (72%), Alemanha (68%), Estados Unidos (61%), França (55%) e Reino Unido (54%).
Os dados sublinham que os profissionais não consideram a aquisição de competências em IA uma responsabilidade exclusivamente individual. Há uma expectativa crescente de que as organizações contribuam ativamente para a capacitação dos seus colaboradores, fornecendo os recursos e as oportunidades necessárias para integrar estas tecnologias no dia a dia profissional.
A relevância da IA já influencia as escolhas de carreira. Em Portugal, 57% dos inquiridos consideraram importante ou decisivo o fator de uma empresa ser uma organização 'AI-first' — que coloca a IA no centro da sua estratégia e cultura — na escolha entre duas ofertas de emprego semelhantes. Espanha segue com 54% e a Alemanha com 48%.
Estes resultados indicam uma mudança na avaliação das organizações pelos profissionais. A capacidade de adotar e utilizar Inteligência Artificial, juntamente com uma cultura de aprendizagem nesta área, pode tornar-se um diferencial crucial na atração e retenção de talento.
A IA está a consolidar-se como uma competência profissional transversal, relevante para diversas funções, e não apenas para departamentos tecnológicos. Áreas como marketing, recursos humanos, finanças, comunicação, atendimento ao cliente, gestão e operações podem beneficiar significativamente da utilização adequada de ferramentas de IA para otimizar processos e apoiar a tomada de decisão.
As competências essenciais neste novo contexto incluem os fundamentos da IA, a utilização de ferramentas específicas, a engenharia de prompts e, fundamentalmente, o pensamento crítico para analisar e validar os resultados gerados por estas tecnologias.
A formação contínua é determinante para acompanhar a transformação digital. A adoção de novas tecnologias exige não só o acesso às ferramentas, mas também a capacidade dos profissionais para compreenderem o seu funcionamento, identificarem aplicações e avaliarem criticamente os resultados. Investir em formação de IA prepara as equipas para as novas exigências e impulsiona a inovação.
Com Portugal a liderar o interesse em formação de IA entre os mercados analisados, a capacitação dos profissionais nesta área assume uma importância crescente para o futuro do trabalho.




