Autoconsumo coletivo e comunidades de energia renovável mais do que duplicam desde janeiro

Número de projetos em exploração cresceu 142% entre janeiro e setembro, impulsionado por novas regras e benefícios fiscais.

Imagem genérica de um contador elétrico português com números crescentes num ecrã digital, com painéis solares desfocados ao fundo.
IA

Imagem genérica de um contador elétrico português com números crescentes num ecrã digital, com painéis solares desfocados ao fundo.

O número de projetos de autoconsumo coletivo e comunidades de energia renovável em exploração em Portugal mais do que duplicou entre janeiro e setembro de 2026, atingindo 2.127 projetos.

Entre janeiro e setembro de 2026, os projetos de autoconsumo coletivo e comunidades de energia renovável em exploração mais do que duplicaram, passando de 879 para 2.127, um aumento de 142%. A potência instalada associada a estes projetos atingiu 124,1 MW em setembro. O autoconsumo individual conta com mais de 282 mil instalações certificadas, totalizando cerca de 2,78 GW de potência acumulada.
Novas regras simplificam procedimentos, alargam as possibilidades de partilha de energia e agilizam a entrada e saída de participantes. Projetos que obtenham as condições para o exercício da atividade até ao final de 2029 beneficiam, durante sete anos, de isenção total dos Custos de Interesse Económico Geral (CIEG) aplicáveis à energia autoconsumida através da rede.
Esta evolução acompanha o trabalho de simplificação e desbloqueio de projetos de autoconsumo desenvolvido pelo Governo, agora aprofundado pelo Decreto-Lei n.º 130/2026, de 29 de junho.
“

"Estamos a retirar obstáculos que durante demasiado tempo tornaram estes projetos mais difíceis e demorados do que precisavam de ser. Os resultados estão à vista: entre janeiro e setembro, o número de projetos em exploração mais do que duplicou. Queremos continuar a transformar projetos em energia efetivamente produzida e partilhada, com regras mais simples, processos mais rápidos e benefícios concretos para as pessoas."

Maria da Graça Carvalho · Ministra do Ambiente e Energia
A isenção dos CIEG reforça as condições para que mais famílias, empresas, autarquias e entidades públicas possam participar na produção e partilha de energia renovável.
Informação elaborada a partir da fonte oficial: Governo de Portugal - Comunicação (02/11/2026)