A aceleração do IPC deve-se em grande medida ao aumento do preço dos combustíveis. O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, registou uma variação homóloga de 2,7%, um ligeiro aumento face aos 2,6% de agosto. O índice relativo aos produtos energéticos aumentou significativamente para 15,3%, comparado com os 12,2% do mês anterior, enquanto o índice de produtos alimentares não transformados apresentou uma variação de 3,7%, superior aos 3,4% de agosto.
A variação mensal do IPC foi de 1,2%, contrastando com a variação nula no mês precedente e com os 0,9% registados em setembro de 2025. A variação média dos últimos doze meses situou-se em 2,8%, ligeiramente acima dos 2,7% do mês anterior.
O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português apresentou uma variação homóloga de 3,6% em setembro, mantendo a taxa do mês anterior e ficando 0,2 pontos percentuais abaixo do valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro. Em agosto, a taxa de variação homóloga do IHPC português tinha sido superior em 0,4 p.p. à da área do Euro.
Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal atingiu uma variação homóloga de 2,7% em setembro, face aos 2,9% de agosto, uma taxa superior à da área do Euro, estimada em 2,2%. O IHPC registou uma variação mensal de 1,0% e uma variação média dos últimos doze meses de 2,8%.




